
São Leopoldo - Em uma força-tarefa, representantes de várias entidades uniram-se, nesta manhã, no barco Martim Pescador, no bairro Rio dos Sinos, para investigar a contaminação da água, provavelmente, por metais pesados, o tipo de produto que teria alterado a condutividade de 300 para 1,3 mil microsiemens em apenas dois dias e a origem desse material para, após, responsabilizar os culpados.
A investigação inclui monitoramento dos Arroios Portão e Estância Velha, medição dos níveis em diversos pontos do rio, recolhimento da água em alguns pontos para análise e visitação a indústrias e curtumes da região para verificar se algum está trabalhando sem a licença da Fepam.
Hoje, por volta das 10 horas, na saída do Arroio Portão no Rio dos Sinos, a condutividade era de 1,3 mil microsiemens por centímetro, de acordo com o gestor ambiental do Instituto Martim Pescador, Lincoln Czerwinski. Na quarta-feira, no mesmo horário, a condutividade estava em 1.050, o que significa que em 24 horas aumentou 250 microsiemens por centímetro. "Por ser uma região metalmecânica e coureiro-calçadista, deduzimos que a origem desse efluente esteja em uma dessas áreas, mas a confirmação só poderá ser dada ou não após a análise das águas’’, destacou Czerwinski. Para isso, foram recolhidas amostras da água do Sinos em diversos pontos. O resultado, porém, só sairá daqui a 15 dias.
Participaram do encontro representantes do Ministério Público, da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente da Polícia Civil, Fepam, Corsan, Instituto Martim Pescador, além das Secretarias do Meio Ambiente de Portão e Estância Velha e da Brigada Militar.
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