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Polícia

Presa a mãe de bebê violentado e morto em Novo Hamburgo

Polícia mantém caçada ao padrasto da criança, que também está com preventiva decretada
O delegado de Homicídios de Novo Hamburgo, Enizaldo Plentz, decidiu prender a mãe da menina de quatro meses violentada e morta na manhã desta sexta-feira, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. "Sei do sofrimento dela, que é real e espontâneo. Não larga o paninho da criança. Mas tenho que deixar a emoção de lado. Pela lei, ela está seriamente comprometida por conivência com o crime", expõe Plentz. A industriária de 31 anos prestou depoimento e ficou na cela da delegacia, à noite, quando foi decretada a preventiva dela e do companheiro, um pedreiro de 34 anos, que sumiu depois de deixar mãe e filha na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Canudos.
Conforme Plentz, o depoimento do filho de 11 anos da industriária foi decisivo para a prisão da mãe. "Ela não podia ter deixado a criança com o padrasto, pois já tinha havido abusos." Plentz salienta que continua a caçada ao padrasto. "Ele está circulando em um Palio branco de duas portas e vidros escuros. Tem um amassado no capô. Quem tiver alguma informação, peço que entre em contato conosco." O telefone é 8416-8858.
Em entrevista ao Jornal NH, a mãe disse que não imaginava que o companheiro fosse violentar a criança. "Ele queria registrar a (nome da menina) como se fosse o pai verdadeiro. Parecia uma pessoa normal. Se dava bem com meu filho. No fim de semana, a gente pegava os filhos dele para passear." Os nomes dos acusados não estão sendo revelados para preservar a identidade da vítima menor de idade, conforme rege o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Entrevista • José Tadeu de Toledo, psiquiatra
A gravidade do crime, segundo o psiquiatra José Tadeu de Toledo, não deixa dúvida de que o autor é um psicopata. O médico observa, porém, que a doença mental não o exime da responsabilidade penal. E sentencia: “Quem faz isso não tem recuperação”.
Como definir alguém que violenta e mata um bebê?
José Tadeu de Toledo - Posso dizer que a pessoa que fez isso é um criminoso, um doente mental de uma categoria que sabe o que está fazendo. Não é inimputável. É uma mente criminosa, que nós chamamos de psicopatia.
O acusado não tinha antecedentes e, segundo conhecidos, não parecia ser alguém capaz de uma atrocidade dessas. Isso aflora de uma hora para outra?
Toledo - Isso está dentro da pessoa. No inconsciente. Mas isso não significa que está hipnotizado ou que não está sabendo de nada. Ele tem esse impulso e é dominado ao praticar um ato criminoso. Seja esse, extremanente grave, ou um furto. Claro que a gravidade é diferente, mas deve responder penalmente na categoria de doente social, o que não o exime da responsabilidade.
É recuperável?
Toledo - Quem faz isso não tem recuperação. A psiquiatra forense não é minha especialidade, mas a história e as estatísticas estão aí para atestar isso.
Ele sente culpa, remorso?
Toledo - Pode fingir, mas não sente.
O que se faz com uma pessoa dessas?
Toledo - Há determinados fármacos, drogas, que são calmantes. Uma vez esse indivíduo preso, pode ser medicado para abrandar o instinto. Fica tudo mundo embasbacado com um fato desses. Esses atos que a gente chama de desumanos são praticados por humanos. E, como somos humanos, ficamos muito assustados com a natureza humana.

E abuso sexual contra um bebê?

Toledo - Não houve na estrutura, no aparelho psíquico desse homem, mecanismos que impedissem de cometer uma brutalidade. Passou por cima de todas as barreiras em busca de sua satisfação imediata.

Por que só aos 34 anos?

Toledo - Uma outra situação é estar sob efeito de alguma droga que altere o comportamento. Há quem, sob efeito do álcool, se torne capaz de dar tiro em um amigo, porque achou que estava olhando para a mulher dele. Não estou dizendo que foi isso. É até improvável.

A droga afastaria a psicopatia?

Toledo - Facilitaria a manifestação. Essas pessoas que saem por aí matando ou roubando, sob efeito de drogas se tornam mais violentas, mais corajosas. Há trabalhos de psiquiatras forenses que consideram que mais de 50% dos que povoam nossos presídios são psicopatas.

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