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Grupo Sinos
Publicado em 19/02/2016 - 17:50
Última atualização em 19/02/2016 - 17h53

Membro robô permite tocar bateria com três braços

Protótipo do Georgia Institute of Technology norte-americano usa computação cognitiva

Gatech (tradução de André Moraes) - andre.moraes@gruposinos.com.br

Foto: Georgia Tech/Divulgação
Braço robótico vestível, que permite a um baterista usar três braços para tocar
Pesquisadores do Georgia Institute of Technology (Gatech), dos Estados Unidos, construíram um membro robô vestível que permite a bateristas tocar com três braços. O dispositivo pode ser preso ao ombro do músico. Ele responde a gestos humanos e à música que ele escuta. Quando o baterista move o braço para tocar o prato alto, por exemplo, o braço robótico manobra para tocar o prato inferior.
O braço vestível pode se mover do címbalo para a caixa baseado nos movimentos do baterista. Ele também se ajusta a várias alturas e ângulos das superfícies de percussão. E toca baseado no que "ouve" na sala.
O professor da Georgia Tech Gil Weinberg supervisiona o projeto, que é apoiado pela National Science Foundation. Ele diz que o objetivo é aumentar os limites do que os humanos podem fazer. "Se você aprimora os humanos com robôs espertos e vestíveis, eles podem interagir com seu ambiente de uma forma muito mais sofisticada", diz Weinberg, diretor do Centro para Tecnologia Musical. "O terceiro braço oferece uma experiência muito mais rica e criativa, permitindo ao humano tocar muitos instrumentos de percussão simultaneamente com virtuosidade e sofisticação que não seriam possíveis de outra forma".
O braço robótico é chamado de "smart arm" por várias razões. Primeiro, ele sabe o que tocar ouvindo a música na sala. Ele improvisa baseado na batida e no ritmo. Por exemplo, se o músico toca devagar, o braço desacelera o tempo. Se o baterista acelera, ele toca mais rápido.
Outro aspecto da sua inteligência é saber onde está em todos os momentos, onde estão os pratos, e a direção e proximidade dos braços humanos. Quando o robô se aproxima de um instrumento, ele usa acelerômetros embutidos para sentir a distância e proximidade. Motores internos fazem com que a baqueta sempre esteja paralela à superfície de percussão, permitindo subir, diminuir ou virar para assegurar contato sólido com a caixa ou o címbalo. O braço se move naturalmente com gestos intuitivos porque foi programado usando tecnologia de captura de movimento humano.

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