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Publicado em 13/03/2016 - 16:47
Última atualização em 13/03/2016 - 18h19

Manifestação de 100 mil toma conta do Parcão, em Porto Alegre

Estimativa da Brigada Militar foi divulgada no fim da tarde; organização fala em 140 mil pessoas

Amilton Belmonte e Misael Lima

Foto: Amilton Belmonte/GES-Especial
Protesto no Parcão, em Porto Alegre
A população lotou a Avenida Goethe e toda a região do Parcão, em Porto Alegre, para protestar contra a corrupção, contra o PT e o ex-presidente Lula, pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff e apoiando as investigações da Polícia Federal e as decisões do juiz Sérgio Moro.
A Brigada Militar calculou o público em 100 mil; a organização estimou mais de 140 mil pessoas presentes.
Diferentemente das manifestações anteriores, a deste domingo teve algumas particularidades. A primeira é que não foram apenas os políticos do PT os lembrados no protesto. PMDB e PSDB também foram criticados pelos manifestantes, que pediram a condenação de todos os corruptos.
Outra diferença é que, desta vez, houve apenas uma concentração ao redor do Parcão, sem marcha - um pedido da Brigada Militar, acatado pela organização do evento, para evitar confrontos com manifestantes pró-governo reunidos no parque da Redenção - mais de 5 mil pessoas, conforme a BM.
Um dos coordenadores do evento, Antônio Bandeira, destacou o trabalho desenvolvido pelos órgãos de segurança no local. “Hoje, o Parcão foi o lugar mais seguro de todo o Estado, graças ao trabalho da Brigada Militar e dos órgãos de segurança. São cidadãos de bem protestando de forma organizada e dentro da lei”, comentou.
O comerciante Josué Lopes, 61 anos, participou do protesto pelo impeachment e disse que vai continuar participando até que o Brasil encontre uma solução. “Quero ver o País livre. Livre de todos os políticos corruptos, não apenas de um partido, mas de todos os partidos”.
Políticos se revezaram nos microfones do Parcão para discursar contra o governo. O deputado estadual Marcel Van Hatten (PP-RS) pediu apoio ao juiz Sérgio Moro e bradou: "Mais Brasil, menos PT! Caiu a máscara de Lula! Chinelagem não tem classe social!".
Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) também se pronunciou e pediu um "basta ao PT".

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