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Grupo Sinos
Publicado em 08/03/2016 - 18:07
Última atualização em 08/03/2016 - 18h11

Dedo biônico faz amputado sentir texturas

É a primeira vez que um implante deste tipo foi testado com sucesso. Invenção é de cientistas suíços e italianos

Divulgação EPFL (tradução de André Moraes) - andre.moraes@gruposinos.com.br

Foto: Divulgação
Dedo biônico criado por cientistas suíços e italianos, que permitiu a amputado perceber sensações de textura
Um amputado conseguiu sentir texturas lisas ou ásperas em tempo real com um dedo artificial que foi cirurgicamente conectado a nervos em seu braço. Mais do que isso, os nervos de não-amputados também podem ser estimulados a sentir aspereza sem a necessidade de cirurgia, significando que próteses para amputados podem agora ser desenvolvidas e testadas com segurança em indivíduos sem amputações.
A tecnologia para esta informação táctil sofisticada foi desenvolvida por Silvestro Micera e sua equipe na Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL), na Suíça, e Calogero Oddo e sua equipe na Scuola Superiore Sant'Anna (SSSA), Itália. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira na revista eletrônica científica eLife e oferecem novas possibilidades para desenvolver próteses biônicas, aprimoradas com informação sensorial.
"O estímulo foi quase como a sensação que eu teria tido com a minha mão", disse o amputado Dennis Aabo Sørensen sobre o dedo artificial. Ele continua: "Eu ainda sinto minha mão perdida, está sempre com o punho fechado. Eu senti as sensações de textura na ponta do dedo indicador de minha mão fantasma."
Sørensen foi a primeira pessoa no mundo a reconhecer textura usando um dedo biônico conectado a eletrodos que foram implantados cirurgicamente em seu braço. Nervos em seu braço foram ligados a um dedo artificial equipado com sensores. Uma máquina controlou o movimento do dedo sobre diferentes pedaços de plástico com padrões diferentes, lisos ou ásperos. O sinal foi traduzido em uma série de impulsos elétricos, imitando a linguagem do sistema nervoso, e então passado aos nervos. Sørensen conseguiu distinguir entre superfícies lisas e ásperas 96% das vezes.

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