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Aventura

Pé na estrada do mundo

Histórias de um jovem empresário gaúcho que já visitou mais de 100 países
O empresário gaúcho Rodrigo Militão, 35 anos, tem uma meta: visitar os 193 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) até 2019. A paixão por viagens começou em 2005 quando ele trabalhava em uma multinacional e fazia cerca de 5 viagens internacionais por ano. “Eu fui primeiro para Montevidéu, ia pelo trabalho e depois voltava nas férias para conhecer melhor cada país”, conta.
Dos 193 ele já percorreu 154 países e territórios, totalizando 286 cidades, 27 moedas e 22 idiomas diferentes. A maior viagem até agora ocorreu no ano passado, quando Rodrigo esteve em 50 nações, entre elas Síria e Irã. “Passei por todos os países do continente europeu e fiquei oito meses viajando. Como hoje tenho minha empresa, ia trabalhando de lá em estilo ‘home office’.”
Grande parte do trajeto feito pelo empresário de Panambi, que hoje mora em Santa Catarina, é de ônibus e trem. “Só ando de avião quando é realmente necessário, fica difícil ver paisagens, pro meu tipo de aventura é melhor não utilizar o avião. A viagem terrestre me permite conhecer melhor as cidades e me integrar com a comunidade local”, comenta. Com recurso próprio e viajando sempre sozinho, ele dorme em albergues, hotéis e casas de moradores. “Fico em hostel, às vezes em casa de família, faço amizades e vou indo. Fico pouco em hotéis porque são muito caros”, explica.
Foram tantas histórias vividas e momentos eternizados em fotografias que Rodrigo deve lançar um livro em breve. “Quero lançar um livro em maio deste ano com fotos e histórias da minha última aventura. Vou dar dicas de pontos turísticos, é uma espécie de guia de viagem. Fui escrevendo trechos na viagem e gravava áudios. Meu objetivo também é com blog, página em rede social, é divulgar para as pessoas que não têm a possibilidade de ver tudo aquilo. Quero compartilhar com as pessoas as coisas boas e as ruins, por isso visito não só países turísticos e desenvolvidos, mas também os mais pobres.”
PECULIARIDADES - Dentre os 135 países já visitados, alguns chamaram a atenção do empresário por terem culturas muito diferentes da nossa. Como a China, onde ele provou carne de cobra, rã e comeu larvas. “Só não tive coragem de comer a carne de cachorro. Não gostei, até o cheiro é ruim, mas eu estava lá, precisava viver aquilo, tinha que experimentar. Emagreci cerca de cinco quilos”, lembra. No Irã Rodrigo quase cometeu uma gafe ao separar a roupa para sair. “Eu estava hospedado em uma casa de família e no primeiro dia coloquei bermuda e chinelo. Eles me explicaram que isso era mal visto lá, os homens andam cobertos com calça e camisa social manga longa. Quem anda de bermuda e chinelo não é bem visto.” Já a camisa do Grêmio foi bem recebida por lá. “Os brasileiros são bem recebidos, usei camisa do Grêmio e muitos reconheciam, pois lá passa o Campeonato Brasileiro.”
TENSÃO NA SÍRIA - Um dos momentos mais tensos da viagem em 2015 foi a ida a Kobane, na Síria. “Passei pela Turquia e pensei se arriscaria ou não ir a Kobane pela questão da guerra. Como no meu grupo estavam pessoas da ajuda comunitária, resolvi arriscar. Logo na fronteira vi pessoas tentando entrar no território turco, pagando suborno às autoridades. Fiquei menos de 24 horas lá e, quando estava no ônibus retornando para a Turquia, tinha um integrante do Estado Islâmico que tentava me convencer a descer antes do meu ponto. Como sempre estudei um pouco dos idiomas antes da viagem, entendi algumas coisas que ele disse e outras pessoas que estavam ali confirmaram o que eu temia: ele queria me sequestrar. ‘Ele é um terrorista’, me disseram.” Ao descer no ponto o gaúcho ainda foi seguido pelo terrorista, mas, como havia outras pessoas com ele, o homem acabou desistindo. “Ele chegou a pegar no meu braço, mas veio muita gente e ele saiu. Lá não tem isso de chamar a polícia, tive sorte”, diz.
TOMBO NA GRÉCIA - A visita à Grécia, também em 2015, deixou marcas no empresário. E não foram apenas marcas subjetivas, mas físicas. “Eu estava visitando a montanha de mármore, que é muito escorregadia, mas tem parque e é tudo cercado. Fui para conhecer o Partenon e toda a estrutura. Na frente tem uma outra montanha que pode subir e tem uma vista fantástica de Atenas, mas não tem uma estrutura turística. Resolvi subir para tirar as fotos e, como as pedras são muito lisas, eu caí. Cortei o braço e saiu muito sangue, as pessoas me socorreram e me levaram para pronto socorro. Levei pontos, fiz raio X e tomei remédios. A pancada foi tão forte que machucou o nervo. Hoje dou risada, mas no dia foi terrível, achei que teria que cancelar a viagem, mas em quatro dias estava bom”, lembra.
VULCÃO EXTINTO - Entre os destinos visitados, alguns “encheram os olhos” do gaúcho. Foi o caso da Eslovênia, onde ele indica um tour pela região montanhosa, especialmente para quem é fã de esportes radicais. “Não pensava que fosse um lugar tão bonito, me surpreendeu”. Nas Ilhas Canárias (foto ao lado), na Espanha, a cidade de Palmas de Gran Canaria é a grande pedida, segundo o viajante experiente. Situada em uma região vulcânica, a temperatura é o grande diferencial do lugar. “Tem mar formidável e o legal é que a temperatura é sempre amena, não faz o frio da Europa. Fica em torno dos 30 graus, mas com a brisa do mar fica agradável. É região com montanhas, se tu sobe montanha está mais frio, em torno de 14 graus, se fica na praia, está em torno de 28 graus. Em questão de uma hora muda muito. Tem vulcão extinto, é região formada por solo vulcânico, é muito interessante. Tem muito turismo, mas poucos brasileiros e sul-americanos, é mais gente vindo da Europa.”
PRÓXIMA VIAGEM - A próxima viagem já está programada, Rodrigo vai passar por todos os países do continente americano. “Vou para Caribe, Islândia e voltar pela costa da África. Será minha maior viagem, ela deve durar um ano e seis meses. Vou logo após as Olimpíadas do Rio de Janeiro, onde pretendo atuar como voluntário. Será entre setembro e dezembro.”
DICAS DO VIAJANTE 
Planeje a viagem com antecedência: desde o deslocamento, a questão do visto e até como está a relação do país visitado com o Brasil. Isto é importantíssimo.
Pesquise e fale vários idiomas: pesquise o aspecto cultural dos lugares por onde irá passar e também o idioma. É importante saber outras línguas, como inglês, francês e o espanhol, além de algumas palavras no idioma da região que irá conhecer. “A gente passa muito apuro. Eu falo italiano, francês, inglês e espanhol. Quando fui para Turquia e Rússia, estudei algumas palavras em turco e em russo antes. E foi muito importante”, lembra Rodrigo.

Imagens

  • Na Turquia - Arquivo pessoal

  • Em Sarajevo, Bósnia - Arquivo pessoal

  • Dia tenso em Kobane, na Síria - Arquivo pessoal

  • Jerusalém, Israel Mesquita Al Aqsa - Arquivo pessoal

  • Santuário em Rey Imamzadeh Shah-e Abdal-Azim - Arquivo pessoal

  • Junto com soldados do Exército do Irã - Arquivo pessoal

  • Na paisagem surpreendente das Ilhas Canárias - Arquivo pessoal

  • Dubai, Emirados Árabes - Arquivo pessoal

  • Iguarias com arroz e insetos - Arquivo pessoal

  • Visitando a Acrópole de Atenas - Arquivo pessoal

  • Em Xangai, na China - Arquivo pessoal

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