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Cinema

Esquadrão Suicida não é tão ruim

Filme baseado em grupo da DC Comics lembra os filmes de Comandos
Foto: Divulgação
Esquadrão Suicida, filme baseado no grupo de vilões das histórias em quadrinhos da DC Comics
Eles não gostam de você. Você é dispensável, um estorvo. Mas tem uma coisa que você sabe fazer que eles precisam. Então, eles o chamam e lhe dão uma missão suicida. Ninguém espera que você goste ou sequer que sobreviva. Só que todos podem se surpreender.
Resumo de O Esquadrão Suicida? Não. Esta é a descrição da sua situação no cinema. Os produtores de Hollywood não estão nem aí para você. Mas sabem que você compra ingressos, por isso fizeram este ano um filme ruim do Batman vs Superman e, agora, despejaram sobre você esta outra adaptação de personagens menos conhecidos dos quadrinhos da DC Comics. Porém, aí vem a surpresa. Você pode até gostar desta vez.
Esquadrão Suicida é baseado no grupo homônimo de supervilões da DC. Assim como acontecia em O Homem-Formiga da Marvel, que era um híbrido narrativo (aquele era um filme de roubo, ou heist), este aqui é uma mistura de aventura de super-heróis com outro gênero cinematográfico, os filmes de comandos. O pressuposto é o mesmo do clássico Os Doze Condenados. Um grupo de criminosos é convocado pelo governo, dentro da proposta meio maluca de que gente perigosa é ótima para se usar em situações perigosas. O resto são explosões, efeitos especiais, trilha sonora legal e, olha só, até momentos divertidos.
Os personagens principais são os vilões Deadshot (Will Smith, dando um jeito de parecer bonzinho mesmo no papel de um assassino); Arlequina (a musa Margot Robbie), assistente do Coringa; e Magia ou Enchantress (Cara Delevingne). Tem também o Croc, El Diablo, Capitão Bumerangue, Katana e mais um monte de gente coadjuvante.
O filme é bem direto. O grupo é apresentado; surge um problema e eles são enviados; é preciso enfrentar o problema e pagar o preço. Não dá para esperar muita lógica nas motivações nem no encadeamento narrativo, mas o filme dirigido por David Ayer (Dia de Treinamento, Corações de Ferro) se sai bem melhor do que o arrastado e confuso Batman vs Superman. Cara Delevingne até assusta como uma bruxa antiquíssima tão esquisita quanto sensual. Os personagens são carismáticos, mesmo quando descritos meio na corrida, como o amargurado Diablo (Jay Hernandez).
Tem ponta do Batman de Ben Affleck e ainda o badalado Coringa de Jared Leto (que termina fazendo pouco mais que uma ponta e, de um modo geral, é um pouco decepcionante). Boa parte da narração é desenvolvida quase que em ritmo de videoclipe, com uma trilha sonora à base de clássicos do rock embalando flashbacks e a apresentação dos diferentes personagens. Durante os créditos finais tem uma cena dando aperitivo para A Liga da Justiça. Também há algumas aparições rápidas de outras figuras da DC, como o Flash (que, claro, sempre é rápido). Ganchos para continuações e outros filmes do estúdio não faltam.
Ah, você já cansou de super-heróis. Não tem problema. Este é um filme de supervilões.

XYZ

por André Moraes
andre.moraes@gruposinos.com.br

Assim como na tradicional coluna semanal de variedades do jornal ABC Domingo, o XYZ fala de cinema, tevê, quadrinhos, nostalgia e assuntos da cultura pop em geral. Informação e curiosidades com um toque de humor.

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