Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
XYZ
Cinema

Rogue One podia ser o Episódio 3,9 de Star Wars

Filme que se anuncia como spin-off da saga na verdade acompanha história de perto e costura atores e figurinos
ATENÇÃO: ESTE POST CONTÉM SPOILERS. SE VOCÊ PREFERE
NÃO CONHECER DETALHES DA HISTÓRIA, PARE DE LER AQUI
Divulgação
Felicity Jones como Jyn Erso em Rogue One
Acabou de ser divulgado que Rogue One: Uma História Star Wars ficou entre as três maiores bilheterias do ano nos Estados Unidos. Claro que a única coisa que isso verdadeiramente quer dizer é que os fãs da saga criada por George Lucas são numerosos e ainda se multiplicam. Também significa que a Disney fez bom negócio ao comprar a coisa toda, e que sua estratégia de ordenhar a franquia lançando um filme por ano está indo bem, ao menos por enquanto.

O filme, que se anunciava como uma história paralela à saga principal, é ambientado entre os episódios 3 e 4 (ou seja, entre o último filme da nova trilogia de George Lucas e o primeiro da saga, aquele lá de 1977). Na prática, esse negócio de ser uma história independente não parece querer dizer muita coisa, salvo que não há fanfarra de abertura nem texto flutuante em perspectiva logo no início. É que o roteiro costura bem amarrados os dois filmes nos quais está grudado. Na verdade, a Disney podia perfeitamente ter numerado Rogue One como Episódio 3,5 - ou, talvez, 3,9, já que ele está mais próximo cronologicamente de A Nova Esperança.
O mais importante, claro, é que o filme é bom. Lembra a trilogia original em muitas coisas, a começar pelo bom uso de cenas panorâmicas. Tem mais a ver com a saga, na verdade, do que o amorfo Despertar da Força, que estreou no ano passado. Embora, a bem da verdade, tanto Rogue One quanto o Episódio 7 sejam, basicamente, remakes do primeiro Guerra nas Estrelas, ou ao menos variações da mesma estrutura básica.
Dirigido por Gareth Edwards, que ao menos é um cineasta mais original do que J.J. Abrams, Rogue One escapa da falta de criatividade do Episódio 7, mas traz, embora discretamente, alguns dos mesmos problemas. As cenas de batalha, do meio para o final, são emocionantes e bem realizadas. Porém, parecem seguir alguma orientação da nova saga: elas são uma metáfora quase óbvia para os combates da Segunda Guerra. Se a Primeira Ordem de O Despertar da Força era escancaradamente uma alusão ao nazismo, as batalhas de Rogue One são uma mistura de clichês do Dia D com filmes de comando tipo Os Canhões de Navarone. A Galáxia Muito, Muito Distante nunca foi tão parecida com a Normandia.
************ATENÇÃO, SPOILER À FRENTE**************
As múltiplas alusões aos outros filmes da saga são muito mais do que fan services ou easter eggs. Peter Cushing volta em versão digital como Governador, e não só em ponta, mas como personagem. Tem pontas de Carrie Fisher remoçada digitalmente e de Darth Vader, numa versão bem mais feroz, para tentar assustar as plateias contemporâneas. Isso, e mais a costura narrativa que toma cuidados extremos em fazer links aos Episódios 3 e 4, transforma Rogue One em uma coisa muito curiosa. Não é nem uma continuação, nem um prelúdio nem um spin-off, as três formas mais comuns de Hollywood dar sequência a uma história. Está mais para homenagem. Lembra o que costumam fazer os videogames licenciados, tecendo paralelismos e criando adendos à trama principal.
Tem um filme muito divertido dos anos 80 do qual quase ninguém fala, Cliente Morto Não Paga. Era uma comédia com Steve Martin que era cheia de cenas recortadas de clássicos do cinema noir dos anos 40 e 50. Algumas cenas com atores contemporâneos faziam costura e montavam uma história nova, toda feita de retalhos de antigos filmes. Rogue One não é uma comédia, mas usa um mecanismo narrativo muito semelhante. É uma colagem. E onde não coloca figurinos ou até atores extraídos dos outros filmes da saga, acrescenta alguns clichês coletados dos filmes de guerra e, até, do noticiário (os guerreiros radicais de Forest Whitaker parecem saído de algum documentário sobre a Síria).
Tem, também, o tal relativismo. A Aliança Rebelde está cheia de gente mala e não hesita em mandar apagar mesmo quem possa ser gente boa; o pessoal do Império pode se regenerar a qualquer momento, seja no caso de um androide reprogramado, seja no caso do piloto de carga ou até do cara que projetou a Estrela da Morte.
Pelo menos o filme é legal. Só não caia na bobagem de dizer que ficou com vontade de assistir mais - porque, tenha certeza, vai vir bem mais do que você aguenta. Agora em 2017 tem Episódio 8. E em 2018 chega outro destes spin-offs. Episódio 9 em 2019 e por aí vai. Confie na Força, amigo. A força da Disney.

XYZ

por André Moraes
andre.moraes@gruposinos.com.br

Assim como na tradicional coluna semanal de variedades do jornal ABC Domingo, o XYZ fala de cinema, tevê, quadrinhos, nostalgia e assuntos da cultura pop em geral. Informação e curiosidades com um toque de humor.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS