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2017 é incógnita

Sem repasses do Estado, Hospital Montenegro cancela todas as cirurgias eletivas

Instituição reclama do governo que deve mais de R$ 11 milhões à casa de saúde
Susi Mello/GES-Especial/ Arquivo
Hospital Montenegro cancelou todas as cirurgias eletivas
Tendo realizado 3.029 cirurgias eletivas somente neste ano, o Hospital Montenegro, 100% SUS, cancelou esse serviço desde a última segunda-feira, o que acarretou na suspensão de 127 procedimentos já pré-agendados e coloca um ponto de interrogação quanto às cirurgias a partir de janeiro de 2017. O motivo é a dívida de R$ 11 milhões do governo do Estado com a instituição e sem qualquer indicativo de quando será quitada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Em síntese, o governo gaúcho não depositou os repasses de março, abril, maio, outubro e novembro deste ano, cada um numa faixa próxima a R$ 2,2 milhões.
“Nos reunimos em junho com a secretaria, após interrompermos o serviço em maio já em função de R$ 8,8 milhões em atraso. Disseram que nos pagariam R$ 1 milhão ao mês a partir de agosto e retomariam os pagamentos mensais. Voltamos a atender em agosto as cirurgias especializadas, mas o Estado pagou apenas o mês de fevereiro (que também estava em atraso), em setembro e já não pagou outubro e nem novembro”, relata o diretor-administrativo do hospital, Carlos Batista da Silveira.
Problema ampliado, segundo ele, pelo fato do Executivo estar cortando desde abril do ano passado os incentivos federais à instituição. “Já somam R$ 4,2 milhões, com a justificativa de que não cumprimos as metas. Mas como vamos cumprir metas se a parte do Estado não entra?”, questiona Silveira. A direção do hospital diz ter buscado agendas com a SES, mas não foi recebida. O mesmo ocorrendo com a Federação dos Hospitais Filantrópicos, que aguardava reunião após a votação do pacote econômico do governo. Até o fechamento desta edição, o Jornal NH esperou por resposta da SES. Porém, sem retorno.
Saiba mais
Somando 85 anos, o Hospital Montenegro é referência para 14 cidades da região. Dentre as cirurgias eletivas que oferta estão as de hérnia, vesícula, ginecológica, vascular (nariz), otorrino, garganta e catarata, entre outras. Privada, a instituição atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e conta com uma UTI com dez leitos, de um total de 130 em funcionamento.
“No ano passado, tivemos que buscar empréstimo de R$ 13 milhões para pagar os débitos de 2015. Este ano, fomos ao Banrisul pedir empréstimo de R$ 6,5 milhões para quitar serviços médicos, fornecedores e impostos, e estávamos quase perdendo o Pró-SUS”, ilustra Carlos Batista da Silveira, pontuando que a gestão na instituição é simples, com o Estado sendo o gestor do contrato.

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