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Foragido

Polícia busca por jovem que ateou fogo em companheira em Lindolfo Collor

Igor Rafael Schonberger, 22 anos, está foragido há quase 50 dias
Reprodução/Facebook
Igor Rafael Schonberger, 22 anos, é procurado por crime contra a companheira
"A gente esgotou nossas lágrimas. Estamos sem chão", lamenta o pai de uma jovem hamburguense que teve quase 50% do corpo queimado pelo ex-companheiro em Lindolfo Collor no dia 10 de novembro. Com o propósito de ajudar na busca pelo acusado, Igor Rafael Schonberger, 22 anos, que está foragido há quase 50 dias, desde que a prisão preventiva dele foi decretada pela Justiça, o pai explica como tudo aconteceu. 
O casal, segundo ele, que não quer se identificar para preservar a filha, morava junto há oito meses, após cerca de dois anos de namoro. A casa onde o crime ocorreu fica em Lindolfo Collor, cidade onde Igor morava com a família. O companheiro teria ateado fogo na jovem, que somente foi levada ao hospital após prometer não contar o que realmente aconteceu, diz ele. "Ela prometeu falar a versão que ele fez", afirma o pai.
A jovem está internada no Hospital Municipal de Novo Hamburgo. De acordo com a casa de saúde, o estado dela é estável.
Segundo a delegada de Ivoti, Michele Arigony, a prisão preventiva por tentativa de homicídio foi pedida em 18 de novembro. Desde então, o acusado não foi mais visto na cidade. "Já realizamos buscas e até mandado na casa dele", diz a delegada. 
Denúncias sobre o caso podem ser enviadas ao WhatsApp da Delegacia de Ivoti 9-8039-9398.
Ninguém percebeu
Ele chegou a morar por alguns meses com a família dela em Novo Hamburgo, que não desconfiou de que ele agredisse a jovem. "A gente acolheu ele porque era o namorado que ela gostava. Ele era sempre isolado, mas achávamos que ele era acanhado", diz o pai, que o qualifica como "psicopata".
Ele diz que Igor já agredia a filha, que só depois ficou sabendo disso. "Ele a agredia, mas ela evitava falar, pois sabe que sou cardíaco. Ela até chegou a ir ao trabalho machucada", revela.
Para ele, a violência doméstica ou violência contra a mulher é, na verdade, uma "violência contra a família" e não sabe como irão se reerguer depois de tudo o que estão passando. "A gente não sabia o que se passava na casa deles", alerta o pai. De acordo com ele, esses casos parecem sempre acontecer na casa dos outros.
Decepcionado com o descaso da polícia
O pai se diz decepcionado com a Lei Maria da Penha e também com os órgãos responsáveis pelo acolhimento da denúncia. Ele afirma que houve descaso da polícia. Segundo ele, ao dar entrada no Hospital São José, de Ivoti, onde foi inicialmente socorrida, a polícia foi chamada, mas a jovem não deu a versão correta dos fatos e Igor foi liberado. "A polícia aceitou a versão da guria que estava com medo. Ele jurou que ia matar os dois se ela não falasse o que ele queria." 
Segundo a delegada de Ivoti, já havia registro de desentendimento entre Igor e outras namoradas, mas não confirmou se ele já tinha algum tipo de medida protetiva contra ele. "Ele já havia agredido a mãe e a ex-namorada", afirma o pai.
Sobre a reclamação do pai sobre a falta de apoio dos órgão competentes, a Delegacia da Mulher de Novo Hamburgo informa que atende somente casos ocorridos na cidade e que nos outros municípios da região, onde não há o órgão especializado, as delegacias comuns realizam o atendimento aos casos de violência contra a mulher.
Como o crime aconteceu, segundo o B.O.
O caso, de acordo com a delegada, aconteceu às 23h30 do dia 10 de novembro na residência do casal, em Lindolfo Collor. Michele explica que a ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Novo Hamburgo. De acordo com a ocorrência registrada à 1h19 do dia 11 de novembro em Novo Hamburgo, a médica que atendeu a jovem chamou a Brigada Militar (BM) após atendê-la.
A versão é de que os dois teriam brigado e a jovem teria dito que ela jogou álcool em si mesma e que Igor teria acendido um fósforo e jogado nela. Depois, ele a levou ao hospital. Ainda segundo o boletim de ocorrência, a vítima, que estava consciente no momento, teria sido questionada se queria representar queixa contra o companheiro, porém ela não quis.
À polícia, Igor confirmou que havia brigado com a jovem e que ela teria ido tomar um remédio e que, depois disso, a encontrou com fogo no corpo. Após o registro, Igor foi liberado. A delegada de Ivoti não soube o motivo de ele ter sido liberado pela Polícia Civil em Novo Hamburgo. 
A reportagem do Jornal NH tenta contado com a DPPA de Novo Hamburgo, mas ainda não teve os telefonemas atendidos. 

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