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Walter Galvani

Massacre, chacina

''Matar ou morrer agora não é apenas coisa de cinema, nem ou da literatura antigamente de pura ficção''
Walter GalvaniWalter Galvani
Se você fizer um levantamento das palavras mais utilizadas naquilo que se convencionou modernamente chamar de “mídia” (palavra aliás que não é nem uma coisa nem outra, mas a transcrição de uma pronúncia de inglesa popularizada pela força dos Estados Unidos) e por isso se compreende à primeira vista, a intervenção dos meios de comunicação, e sua presença diante dos olhos e dos ouvidos da população.
Apresentado assim, até parece uma coisa suave e que se engole sem mastigar, saboreando algum outro tipo de alimentação. Então, desce fácil e isso afasta para bem longe, no Estado e no País, os efeitos dos massacres e chacinas que em verdade se sucedem agora, com tal perigosa proximidade que até derrubam altos funcionários, incapazes de segurar perigosas opiniões que coincidem com o que diz a população nas ruas, bares, restaurantes e outros locais de convivência... sem censura.
Matar ou morrer agora não é apenas coisa de cinema, nem ou da literatura antigamente de pura ficção. A cada curva da semana ou salto de mês, você faz a contabilidade da gigantesca diferença entre a vida calma que se quer para crescer, estudar, trabalhar e progredir e o mundo do roubo, do crime, da morte, do assassinato, do acidente, dos desastres naturais ou não...
Belos jardins residenciais se revezam com favelas, hotéis cinco estrelas se vizinham com vilas de malocas e os trilhões de dólares separam a vida da classe média do inferno dos pobres e pouco remediados.
Isso é o Brasil e não é invenção da política, nem o resultado de divergências entre quem está ligado ao poder e quem está longe dele.
Você vai andando pelas ruas de sua cidade ou visitando as pequenas vilas e arrabaldes antigamente tranquilos, e vendo e sentindo na pele o absurdo dessas diferenças.
Escuta o rádio, vê televisão, lê jornais e vai ficando sabendo que as palavras mais utilizadas falam em chacina, massacre, tortura, esquartejamento, decapitações.
Isso é o ano de 2017 que estamos vivendo, já passou a primeira semana e tudo segue igual ao que foi o ano passado e que não poupou o Rio Grande do Sul, nosso orgulho de outros tempos, e que nos iguala a todo o Brasil, perante o terror, a desgraça, a infelicidade e outros palavrões que infelizmente nos caracterizam hoje.
Fazer o quê? Apostar na Mega-Sena e fugir com o prêmio, se você for o escolhido? Continuar vivendo aqui, fazendo de conta que não tem nada a ver com isso? Infelizmente não restam muitas opções para a escolha da população e uma resposta de violência só levará a mais violência. Não resolve nada. E os exemplos que vem de fora, são os piores possíveis.
Por enquanto o Brasil ainda é um exemplo de tolerância e convivência civilizada. E é isso que temos que cultivar. Um tesouro precioso, cujo valor a maioria nem se dá conta.

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