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Lasier Martins

O império da corrupção

Leia artigo de Lasier Martins
Senador Lasier MartinsLasier Martins é senador
A Operação Lava Jato, de tantos méritos, consagra-se no maior deles, o flagrante da engrenagem trilhada por corruptores e corruptos por tantos anos, na velha cultura dos eleitos trabalhando não em favor do povo, mas a serviço dos patrocinadores de suas campanhas, conhecido vício da política e prática que atrasou o Brasil por décadas. Sabia-se, mas faltavam investigações e provas. Nas instituições, a quem cabiam fiscalizações, reinavam omissões, burocracias, acobertamentos e cumplicidades.
Tínhamos uma Polícia Federal acomodada, Ministério Público engavetador e o Supremo Tribunal Federal que não condenava gente importante, burocrático e controvertido, agravado pela falta de estrutura para instruir processos penais. Por seu turno, um Tribunal de Contas da União inoperante e alheio às suas obrigações aprovava tudo. E confirmava velha opinião de Getulio Vargas: “Tribunal de Contas é o lugar para arquivar amigos.” Basta ver sua composição. Coisa igual com relação ao Tribunal Eleitoral, aprovador de contas espúrias de campanhas.
Mas, mudou. Vivemos atualmente a reação, muito favorecida pela Lei da Delação Premiada, de 2013, com novos mecanismos investigatórios, inaugurados por um juiz federal de Curitiba corajoso, com a Polícia Federal reanimada e um grupo jovem e operoso do Ministério Público. E as coisas começaram a mudar. Foi na explosão do Petrolão que nos deu a conhecer as milionárias e perversas fraudes. E dali o caminho das carceragens não teve mais fim. Mais a mídia, em época de ouro, mantendo a população informada.
As apurações estão agora na congestionada área dos políticos e gestores corruptos, investidos de poderes e do foro privilegiado, uma excrescência. Culmina com o fator Odebrecht e sua larga lista de implicados. Abre-se, então, novo crédito ao Supremo Tribunal Federal, um tanto arranhado em sua respeitabilidade, mas apto à recuperação. É o que se deseja. A depuração no império da corrupção depende muito daquela Corte. Se trabalhar bem, pelo menos poderemos acreditar num futuro melhor às nossas crianças de hoje.

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