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Marcos Schmidt

De onde vem a solidariedade?

Leia artigo de Marcos Schmidt
Pastor Marcos Schmidt Marcos Schmidt é pastor luterano
marcos.ielb@gmail.com
Se as cidades de Riozinho e Rolante foram devastadas pela lama que veio de cima, agora estão sendo erguidas pela ajuda de todos os lados, também do alto. O socorro sempre vem de fora, porque o desolado, sem solo, sem chão, nunca poderá levantar-se sozinho. E aí surge a solidariedade. Solidariedade vem de sólido, chão firme, base que oferece apoio. Tem a mesma raiz etimológica para a palavra consolo. Interessante que, na pior chuvarada que se tem notícia, aparece um homem chamado “consolo” na língua hebraica, Noé – que nasceu para socorrer os flagelados. Foi um bombeiro voluntário igual àqueles que presenciei tentando salvar minha mãe, sogra, cunhado e tantas outras pessoas aflitas. Era madrugada, e muitos bombeiros voluntários voltariam ao seu trabalho normal já no clarear do dia. E agora, depois da devastação, impressiona a solidariedade de todos os lados.
As tragédias sempre revelam as coisas boas. São amargas, mas ensinam. Ensinam que sempre precisamos estar devidamente preparados. Cedo ou tarde, elas batem à nossa porta. Não foi por nada o alerta de Jesus que, quem ouve e vive os ensinamentos dele é “como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes (...) porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha” (Mateus 7.24,25). Jesus fala da sobrevivência eterna, mas fica evidente na parábola que nesse mundo tudo pode desabar.
Nasci e me criei na barranca onde se encontram os Rios Areia e Rolante, e nossa família sempre viveu em alerta com as enchentes. Mas nunca imaginamos algo tão terrível. Depois de ver as imagens aéreas das avalanches nos morros que formaram um tsunami de lama, lembrei do Salmo 121: “Olho para os montes e pergunto: De onde virá o meu socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele está sempre alerta.” A maior solidariedade nessa tragédia, sem dúvida, veio de Deus, que protegeu todos os moradores, quando nenhuma vida humana foi tragada nas águas barrentas. Riozinho e Rolante estão sentindo na pele lameada o real valor da solidariedade. Que estas virtudes permaneçam quando tudo voltar ao normal.

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