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Monique Ávila

Perdoar

Leia artigo de Monique Ávila
Monique de ÁvilaMonique Ávila é estudante
monique.avila@gruposinos.com.br
Outro dia, estava conversando com uma amiga sobre perdoar. Falávamos sobre esquecer o erro do outro e saber amá-lo novamente, mesmo sem dizer nada. Na verdade, era uma dica que eu dava a ela. Mais tarde, naquele mesmo dia, fiquei me perguntando por que é tão fácil indicar pro outro que perdoe do que exercitar, realmente, o perdão.
Nós, como seres humanos, somos muito orgulhosos. Na maioria das vezes, detestamos admitir que estamos errados. Eu acho que, de certa forma, é uma coisa natural. Afinal, quem gosta de errar? O problema é que esquecemos que, justamente por sermos humanos é que erramos. E é por isso que o outro erra também. Mas, na hora de perdoar, a gente se fecha, como se fôssemos as pessoas mais perfeitas do mundo. Preferimos nos afastar e ignorar a olhar nos olhos daquela pessoa e dizer “eu te perdoo”. E daí a gente guarda mágoas. Por dias. Anos. Por uma vida inteira.
Tem uma série que eu gosto muito (How I Met Your Mother, a quem interessar), que dedica um episódio inteiro ao perdão. Em resumo, ele acaba mostrando que quando detestamos tanto alguém pelo que esse alguém nos fez e sofremos em silêncio, a parte mais prejudicada (às vezes, a única) é a nossa. E, às vezes, isso nos tortura por anos e anos. Infelizmente, nem sempre conseguimos enxergar que estamos nos martirizando, e perdoar o outro. Quando isso acontece, automaticamente a gente esquece de se auto perdoar.
Essa semana, uma amiga minha com quem há anos não falava, me chamou no Messenger. A gente brigou por algum motivo, o qual não lembro mais, e acabamos nos afastando. Ao me chamar para conversar, depois de anos, ela tomou uma atitude que talvez eu não tomaria. Ela me perdoou, eu a perdoei, nós perdoamos a nós mesmas. Depois de tanto tempo, acredito que tenhamos conseguido apagar aquela mágoa. Hoje, me vejo feliz. Agradeço pelo contato vindo dela, por ter tido a chance de falar de novo com aquela pessoa, por saber que temos uma vida inteira para recuperar, se quisermos, o tempo perdido. Me sinto muito feliz por ainda ter essa vida toda. Imagina se a gente não tivesse mais?

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