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Na UTI

Estado deve mais de R$ 180 milhões a hospital da região

Só ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo dívida chega aos R$ 15 milhões
Alina Souza/Especial/Palácio Piratini
Hospitais cobram R$ 180 milhões do governo gaúcho
O ano é novo, mas o problema das 245 Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Rio Grande do Sul ainda é o mesmo: o atraso nos repasses do governo do Estado. Segundo pesquisa divulgada pela Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, o acumulado é de R$ 180 milhões, referentes à ausência de pagamentos durante os últimos cinco meses. Sem receber o valor, 60% das instituições ainda não conseguiram quitar a folha de pagamento dos funcionários, 39% estão com o pagamento de férias atrasados, 42% estão com salários de meses anteriores também em atraso e 27% ainda não conseguiram pagar o 13º salário aos servidores.
“Os atrasos são de programas específicos realizados por estes hospitais, como Casa da Gestante, Leitos Psiquiátricos, Gestante de Alto Risco, Mãe Canguru, Rede de Apoio ao Samu, Portas Abertas, entre outros. Alguns hospitais já reduziram drasticamente o número de funcionários e de atendimentos, visando adequar a estrutura para essa realidade de atrasos nos pagamentos. As paralisações que ocorrem, consequentemente, afetam o atendimento à população”, alerta o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do RS, André Emílio Lagemann.
Na região, as instituições seguem no aperto. O Hospital Montenegro é um dos mais prejudicados pelo atraso nos repasses estaduais. Atualmente, o déficit é de pouco mais de R$ 11 milhões. A administração do hospital informou, por meio da assessoria de imprensa, que com isso tem atrasado o pagamento de fornecedores e impostos, além de prestadores de serviços, que não recebem desde setembro do ano passado. O hospital precisou reduzir a capacidade da UTI em 20% – no momento são apenas dois leitos. Outra medida necessária foi restringir transferências para a instituição e os atendimentos da área ambulatorial de especialidades. Apesar dos problemas financeiros, o Hospital Montenegro garante que os procedimentos eletivos previamente agendados terão a realização assegurada.
Situação em Novo Hamburgo 
GES/Arquivo
Só dívida com Novo Hamburgo chega a R$ 15 milhões

A Fundação de Saúde Pública, que administra o Hospital Municipal de Novo Hamburgo, criou uma Comissão de Planejamento e Organização de Finanças para otimizar os recursos públicos. Levantamento detalhado, que está sendo feito pela nova diretoria, revelou uma dívida de R$ 15 milhões, referentes ao atraso em pagamentos de fornecedores e prestadores de serviços. “Estamos negociando com fornecedores e prestadores de serviços e também fazendo redução de custos internamente. É o momento de parar, pensar e ver como faremos estes pagamentos. O certo é que o atendimento não será prejudicado de forma alguma”, garante a diretora -presidente da Fundação de Saúde, Cláudia Schenkel.
Dos repasses à fundação, 40,53% são provenientes do governo federal, 31,67% municipal e 27,08% estadual. Segundo Cláudia, o repasse do governo do Estado do mês de dezembro, de R$ 3,3 milhões, ainda não foi efetuado. “O município tem uma liminar que obriga o pagamento, mas ela não foi respeitada”, diz. Leandro Minozzo, que foi o diretor da Fundação na gestão anterior, atestou o valor da dívida. “Como não entrou, a dívida cresceu mais. No começo de dezembro ela era de R$ 26 milhões, fizemos o possível”, avalia Minozzo. O governo do Estado não se manifestou sobre o assunto.
Situação pela região
Juarez Machado/GES
UTI do Hospital Lauro Reus
Campo Bom
O Hospital Lauro Reus, em Campo Bom, acumula déficit de R$ 425 mil. A administração informou que o valor corresponde apenas aos repasses estaduais e que se refere aos incentivos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Casa da Gestante. “Mesmo com esse déficit orçamentário, o hospital consegue manter os serviços de atendimentos e procedimentos normalmente, sem prejudicar a assistência à comunidade, pois existe complementação municipal de recursos”, explica o gerente financeiro Jones Gabbi. São 267 funcionários no hospital, que atende todas as cidades do Vale do Sinos e tem média de 350 internações mensais. O Lauro Reus atende pelo SUS, de forma particular e também por convênios.
GES-Arquivo
Em Estância Velha, hospital municipal consome recursos locais
Estância Velha
O governo do Estado deve R$ 336 mil ao Hospital Getúlio Vargas. “Com o governo municipal não tem nada atrasado, tudo correto. O próximo repasse será no 12o dia útil do mês e a gestão passada pagou tudo. Do governo federal também não tem nada de repasse atrasado. Do Estado, o que a gente tem é referente aos incentivos, que é o mais que está deixando de pagar, internações e atendimentos está normal”, explica o diretor-administrativo Jéferson de Oliveira. A falta de recursos impediu que a administração pagasse os profissionais em dia. “O hospital só vai deixar os médicos em dia em 20 de março ou 5 de abril. Tem atraso com fornecedores também, que a gente vem negociando”, conta Oliveira. Não há previsão de corte de serviços e atendimentos. O hospital, que é 99% SUS, conta com equipe de 113 profissionais e realiza ao 4 mil atendimentos e 150 internações ao mês, em média. Atende também Ivoti, Lindolfo Collor, Presidente Lucena e São José do Hortêncio.
Igrejinha
Em Igrejinha, o montante de repasses via governo do Estado em atraso chegou a R$ 1.032.574,40, referentes aos incentivos em Saúde Mental, programa Portas Abertas, serviço ambulatorial especializado em bucomaxilofacial e otorrinolaringologia. Com a retenção dos recursos, o Hospital Bom Pastor atrasou o pagamento da empresa que realiza diagnóstico por imagem e laboratório, além da que presta todo o serviço de oftalmologia, segundo informou a assessoria de comunicação do Hospital Bom Pastor. Mesmo com as dificuldades, o hospital não precisou cortar serviços e atendimentos. São 176 funcionários e uma média de 299 internações ao mês, destas, 266 pelo SUS. Os atendimentos de emergência somam cerca de 4 mil todos os meses. O hospital atende também a cidade de Três Coroas e é referência em otorrinolaringologia, oftalmologia e cirurgia bucomaxilofacia, pelo SUS, para Três Coroas, Parobé, Taquara, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Riozinho e Rolante.
Arquivo/GES
Hospital São José
Ivoti
O Hospital São José espera o repasse de R$ 600 mil. Para equilibrar as contas, a administração precisou reduzir custos, fazendo cortes no quadro de funcionários, além de contar com a ajuda da comunidade em diversas ações em prol do hospital. Embora não tenha especificado quais os cortes, a administração afirma que poderá haver diminuição nos atendimentos caso o valor não seja regularizado. São 161 funcionários e média de 2 mil atendimentos e 150 internações mensais. Ele assiste também as cidades de Presidente Lucena, Lindolfo Collor e São José do Hortêncio, com atendimento 90% pelo SUS.
Hospital/Divulgação
Hospital São Francisco de Assis
Parobé
O Hospital São Francisco de Assis deixou de receber do Estado cerca de R$ 820 mil, isso referente apenas ao mês de dezembro, conforme a administração do hospital. Com isso, houve atraso no pagamento dos serviços de diagnóstico por imagem, laboratório, fornecedores de insumos (materiais, medicação e alimentação), entre outros. Uma liminar obtida em julho de 2016 fez com que os pagamentos, já em atraso, fossem regularizados até o mês de novembro. No entanto, voltou a atrasar mesmo com a liminar. O hospital informou que precisou cortar serviços, mas não especificou o número e em quais áreas. Atualmente, são 250 colaboradores, com atendimento de emergência a 6,5 mil pessoas ao mês e 320 internações. Além de Parobé, ele atende Igrejinha, Três Coroas, Taquara, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Riozinho e Rolante. As internações são 100% SUS. Alguns serviços, como curativos especiais, diagnóstico por imagem, procedimentos ambulatoriais e consultas especializadas também estão disponíveis para convênios ou particulares, mas em um volume bem menor.
Divulgação
Hospital de Sapiranga
Sapiranga
De acordo com a administradora da instituição, Elita Herrmann, o Estado deve ao Hospital Sapiranga R$ 1,1 milhão, referente a programas de março, abril, maio, outubro e novembro de 2016. “Estamos em constantes negociações com fornecedores e graças à credibilidade do hospital estamos conseguindo renegociar títulos até o momento. Porém, não sabemos até quando teremos essas parcerias, pois vai se tornando uma bola de neve e não temos nenhum posicionamento do Estado sobre a previsão de ajuste desses valores”, reclama Elita. Os atendimentos e serviços não foram prejudicados, mas caso os pagamentos não sejam ajustados algumas áreas podem ficar comprometidas. “Se o governo do Estado não retomar os pagamentos, teremos que rever a manutenção de programas como Saúde Mental, Casa da Gestante, traumato ortopedia e outros.” O hospital conta com 404 colaboradores e média mensal de 2,5 mil atendimentos e 550 internações, sendo 70% pelo SUS. Sapiranga é referência também para Nova Hartz e Araricá.

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