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Decoração

Mobilidade que veio para ficar

O projeto executado em container explora o industrial e retrô em restaurante de Novo Hamburgo
Tiago da Rosa/GES
Restaurante foi estruturado em projeto com container.
O uso dos containeres na arquitetura veio para ficar. Com experiência em projetos que se utilizam deste recurso há mais de quatro anos, a arquiteta Tacieli Reinheimer aliou seus saberes com o desejo dos proprietários do Pepperoni, um restaurante focado na dinâmica do drive-thru. A arquiteta já realizou fiz projetos residenciais, restaurantes, áreas comerciais, estúdio de música, hotéis e até uma capela ecumênica com container.
“Graças a sua versatilidade, não há o que não possa ser feito, desde que sejam tomados certos cuidados no manuseio. É um tipo de obra com custo até 30% menor que alvenaria, limpa, sustentável, que pode ser transportada facilmente em módulos, e de execução bastante rápida”, explica Tacieli.
  • Restaurante foi estruturado em projeto com container.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
  • Restaurante foi estruturado em projeto com container.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
  • Restaurante foi estruturado em projeto com container.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
  • Restaurante foi estruturado em projeto com container.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
  • Restaurante foi estruturado em projeto com container.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
  • Restaurante foi estruturado em projeto com container.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
  • Restaurante foi estruturado em projeto com container.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
  • Restaurante foi estruturado em projeto com container.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
Ao observarem o comportamento dos clientes que aguardavam seu pedido para levar para casa, os proprietários decidiram oportunizar mais praticidade e conforto – além da funcionalidade do drive-thru. Assim, a arquiteta adequou o projeto às leis para o segmento desejado, compreendeu a rotina do negócio e adaptou a demanda ao espaço, sempre visando a inovação pretendida pelos empreendedores. 
O projeto tem área total de 200 m², sendo 150 m² executadas em contêineres, em um terreno de 1000 m². “Decidimos 'brincar' com a geometria e com as possibilidades, construindo algo único, e proporcionado aos frequentadores uma experiência além da gastronômica”, conta a arquiteta.
“Usamos fundamentalmente o contêiner marítimo reutilizável, que após oito anos perde a sua vida útil para o transporte em navios, mas mantém suas características estruturais plenas por um período que pode chegar a até cem anos. Em algumas áreas foram mantidas a originalidade do contêiner como o piso de compensado naval. Para redução de som e calor, a estrutura foi revestida com isolamento termo acústico, e nas áreas destinadas a preparação dos alimentos, cumpriu-se as normativas da vigilância sanitária com materiais laváveis” explica Tacieli.

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