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Modos de ser e estar
dúvida, questionar, certeza

Tenha dúvida

A convicção é um golpe violento que não suporta vacilar. E a dúvida é sempre recebida com uma cara feia para ser posta de lado. Excluída, não a queremos.

Somos ensinados desde pequenininhos a encontrar certezas. A convicção permite falar de boca cheia, sem hesitar, como se satisfeitos estivéssemos após uma refeição farta e desmedida. A certeza é a rainha das respostas e das defesas. Na selva em que habitamos, efêmera como só ela, responder rápido será sempre a saída mais vantajosa ou de menor embaraço. E assim, a convicção se transforma num golpe violento que não suporta vacilar. E a dúvida, coitada, é sempre recebida com uma cara feia para ser posta de lado. Excluída, não a queremos. Rejeitamos ela como se só pudesse vingar a sensação de que está tudo resolvido. Ou será acabado?

Questionar, oscilar, tropeçar, gaguejar, jamais. Estes abalos nos jogam para fora do trem-bala. Nos tiram do prumo. Mas acontece que não dá pra viver sempre assim numa reta que endurece os modos de ser e de perceber a vida. Que não nos deixa olhar pro lado e sermos surpreendido. Afinal, a pulga atrás da orelha pode salvar do que já está arruinado e sugerir linhas de fuga ou rotas alternativas muitas vezes mais interessantes e repletas de novos sentidos. Gerar dúvidas ou problematizar questões faz a humanidade caminhar. As certezas empacam, fazem morrer.

Sempre que não se consegue perseguir algum convencimento, que precisa se reafirmar a todo instante, investimos forças em construí-lo, muitas vezes deixando de lado outros caminhos como possibilidades de resultados diferentes. Ou, no mínimo, realizando uma movimentação necessária para gerar processos de outras ordens. Como diria o poeta Manoel de Barros, é preciso “despraticar as normas”. É preciso fazer dúvida e, a partir disto, criar. Pensar e praticar outras formas de viver. Rachar as durezas e se abrir ao incerto. Navegar por mares desconhecidos para criar portos seguros mais móveis (se é que isto é possível!) o suficiente para continuar esboçando paisagens breves em um mundo não menos inventado.

Se lançar ao desconhecido não precisa só assustar ou paralisar. Pode também socorrer de um estado de sufocamento que deixamos acontecer a preferir respirar.


Modos de ser e estar

por Patrícia Spindler
modosdeser@sinos.net

É psicóloga, mestre em psicologia social pela UFRGS e trabalha com psicologia clínica, ou seja, psicoterapia. Segundo a blogueira, ela gosta muito de escrever. E diz que "gostar não significa que eu me sinta assim tão à vontade, ainda mais no meio de tanto jornalista e publicitário". Mas é por este blog Modos de Ser e Estar que este gostinho vai ganhando um tempo e um espaço para poder acontecer. E é da vida que Patrícia também falará aqui, abrindo espaço a todos os internautas que quiserem interagir. Desta maneira contemporânea de viver que é tão complexa e ao mesmo tempo, intensa. Portanto, a aventura aqui, para ela, é se lançar a pensar, trocar idéias, escrever e comentar sobre as diversas maneiras de ser e de se comportar que as pessoas vão assumindo no decorrer das suas vidas ou por toda esta jornada.

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