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Cinema

A Grande Muralha é épico de dois mundos

Épico de Zhang Yimou tem belas imagens e boas cenas de ação

Divulgação/
Tian Jing em cena de A Grande Muralha, de Zhang Yimou
  As bilheterias parecem estar sendo injustas para A Grande Muralha, coprodução chinesa e norte-americana. É, em mais de um sentido, o encontro de dois mundos, e certamente vale a pena ser assistido.

  Lá no século 15, um grupo de mercenários e aventureiros está na China tentando pôr a mão em um lendário pó preto (a pólvora, então desconhecida dos europeus). Eles são atacados por um monstro, e os dois sobreviventes, fugindo, topam com a Grande Muralha, onde há um exército enorme se preparando para ser sitiado. Os dois descobrem que a cada 60 anos um enxame de monstros sanguinários, os Tao Tei, ataca o território, devendo ser contido com todas as forças possíveis para não destruir o mundo.

  O elenco tem alguns nomes ocidentais, como Matt Damon, Willem Dafoe e Pedro Pascal (o Oberyn Martell de Game of Thrones). O resto são chineses, incluindo rostos que o espectador vai reconhecer como coadjuvantes ou até estrelas, incluindo Andy Lau e Zhang Hanyu, além da linda Tian Jing. Porém, A Grande Muralha marca, sobretudo, uma reunião, por sua vez quase épica, entre o diretor Zhang Yimou e a produtora Legendary.

  Zhang Yimou é o principal dos diretores do novo cinema épico chinês, uma série de produções históricas lançadas entre o final dos anos 80 e o início do século 21 totalmente feitas na China e faladas em mandarim. São dele Lanternas Vermelhas (1991), Herói (2002), O Clã das Adagas Voadoras (2004) e A Maldição da Flor Dourada (2006), além do recente Flores do Oriente (2011). Já a Legendary é um estúdio norte-americano que se especializou em efeitos digitais e é bastante influenciado pelos novos épicos chineses, a exemplo de um de seus filmes mais famosos, o épico 300.

  Faz dois anos, a Legendary foi vendida para um grupo chinês. A Grande Muralha marca, então, uma das primeiras colaborações destes dois polos cinematográficos. O filme consegue mesclar o gosto de Zhang pela fotografia e figurinos suntuosos, cheio de coreografias e cenas de multidão, com a abundância de efeitos e hipérboles visuais da Legendary. É uma aventura de ação altamente movimentada, mas com um apuro visual que é totalmente fora do comum no cinemão do gênero, dominado por produções norte-americanas com uma estética bem diferente.

  Verdade que o balanço não chega ser perfeito em todos os momentos. Principalmente da metade para o fim, a quantidade de cenas criadas por computação gráfica aumenta, e o espectador até pode cansar dos milhares de monstros de CGI correndo para cá e para lá. Mas os personagens são carismáticos. O filme se sai bem sem recair em clichês, e retrata em alguma medida o próprio contraste de culturas que havia atrás das câmeras.

  Filmão. Leve bao mi hua (pipoca em chinês).


XYZ

por André Moraes
andre.moraes@gruposinos.com.br

Assim como na tradicional coluna semanal de variedades do jornal ABC Domingo, o XYZ fala de cinema, tevê, quadrinhos, nostalgia e assuntos da cultura pop em geral. Informação e curiosidades com um toque de humor.

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