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Plínio Dall'Agnol

Soldados: lutar, matar e morrer

Leia opinião de Plínio Dall'Agnol

Plínio Dall'AgnolPlínio Dall´Agnol é professor, pós-Graduado em Antropologia Cultural

pliniodall@gmail.com

Foi por intermédio de meu colega e amigo Domingos Rodrigues, da Universidade Federal de Pelotas, que tive o inusitado prazer de tomar conhecimento de Soldados sobre lutar, matar e morrer, livro da Companhia das Letras, relatando as práticas bárbaras de soldados na 2a Guerra Mundial (1939-1945), a maioria reveladas em gravações secretas.

A inteligência aliada criou um departamento integrado por espiões e equipamentos de escuta clandestina para flagrar as conversas de soldados alemães prisioneiros em vários locais. Eram em torno de um milhão de presos. Sem que houvesse esse objetivo, também comprovou-se junto aos militares italianos a sua grande revolta pela corrupção administrativa dos militares fascistas de Mussolini, o que, inclusive, atingiu de forma letal o moral de suas tropas em combate. Revelou-se a obediência cega e a decisão de não render-se ao inimigo por parte dos soldados japoneses e o fanatismo suicida dos “kamikaze”, que jogavam seus aviões sobre os alvos inimigos.

Registrou-se o fanatismo dos americanos na Guerra do Vietnã: “O tenente Calley, por exemplo, que foi condenado à prisão perpétua (logo depois suspensa) por sua participação no massacre de My Lai, não hesitava um só instante em considerar como inimigos mesmo crianças e recém-nascidos: “Os velhos, as mulheres, as crianças, todos eram vietcongues ou se tornariam vietcongues em, no máximo, três anos. E dentro das mulheres vietcongues já havia milhares de vietconguezinhos!” O comandante Hans Falber, do Campo de Besançon, foi condenado à morte por Hitler em virtude de não ter acatado ordens de execução de judeus e outros prisioneiros. A família de Falber foi executada por ordem do Führer. O comandante de Auschwitz Rudolf Rüder reconheceu o absurdo de extermínio de judeus considerando um grande equívoco, um equívoco absoluto despertando o ódio de todo mundo.

Os alemães Sönke Neitzel e Harald Welzer, professores e pesquisadores, apresentaram essa valiosa obra que vale a pena ser lida e conhecida de todos os que se preocupam em saber dos grandes erros causados pelas ditaduras no mundo.


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