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Ivar Hartmann

Um juiz contra o STF

Leia artigo de Ivar Hartmann

 Ivar Hartmann Ivar Hartmann é promotor aposentado

ivarhartmann@hotmail.com

Só no Brasil é possível acontecer isso: um juiz de primeira instância levar o descrédito ao Supremo Tribunal da Nação. Vou explicar e vai ser fácil entender. O juiz Sérgio Moro, o da Lava Jato, é hoje um herói nacional. Combatido por políticos de todos partidos e pelos dois ex-presidentes desta medíocre República e o atual. E ministros de Estado aos montes.

Vejamos a Lava Jato. Centenas de pessoas reuniram-se no mais formidável projeto de enriquecimento ilícito da história mundial. Nunca tantos bandidos formaram associação tão sofisticada, em nenhum país do mundo, para aproveitar-se do patrimônio público, para ganhar subornos, aumentar preços, gerenciar contas ilícitas em vários países do globo e manter um arcabouço empresarial, com banqueiros, doleiros, senadores, deputados, ministros e administradores para fazer o dinheiro jorrar. E facilitar a vida, entre outros, de Lula, Dilma e Temer. Tudo descoberto graças às delações premiadas, só conseguidas depois de bandidos presos sentirem que não seriam soltos.

Todos nós sabemos disso. Mas, semana passada, o ministro do STF Gilmar Mendes ameaçou as autoridades da Lava Jato se fizerem alguma coisa errada. Ameaçou mesmo não havendo nada contra elas. E foi adiante: estas prisões temporárias não deveriam durar tanto. O Odebrecht e os outros delatores só contaram o que sabiam e estão ajudando a Justiça porque viram que não seriam soltos. Mais, todos buscam, veja o Lula e o Moreira Franco, um cargo de ministro para ter seus processos encaminhados ao STF. Por quê? Porque lá, todos cansamos de saber, nada acontecerá com eles. E Gilmar abre a guarda e, candidamente, diz que as prisões não podem ser tão longas? O que está ocorrendo é que a ação do Moro, juiz único, está mostrando aos brasileiros uma coisa vergonhosa: enquanto ele condena seus bandidos, os do STF continuam soltos. Deixando-se desmoralizar por não agir como Sérgio Moro.

Gilmar Mendes falou demais, deu um tiro no pé.


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