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Adalberto Snel

Nova mentalidade emergirá

Leia opinião de Adalberto Snel

Adalberto SnelAdalberto Snel é advogado

advocacia@kt.adv.br

Vivemos num País altamente contaminado, onde os mais elementares princípios são desrespeitados, o que, em forma de pirâmide, afeta toda a coletividade. Isso leva à reflexão profunda envolvendo o futuro.

De acordo com os preceitos éticos, a vitória do bem sobre o mal é a remuneração da virtude. Isso, na prática, todavia, mostra que certas atitudes mal-intencionadas, corruptas, assemelham-se como vitoriosas. Chega-se então a duvidar de que o caminho do bem seja o conveniente. Se tantos aproveitadores de funções estatais, do erário nacional, continuam vitoriosos, não estariam eles certos e os errados seriam os que lutam honestamente e praticam o bem?

O triunfo dos corruptos não seria um desestímulo aos seres dignos? Sem jamais haver abandonado as minhas convicções de lisura, fruto de minha educação de berço, cheguei algumas vezes a meditar sobre a compensação que o mal atribuiu a pessoas que as admitia como indignas.

Fui comprovando, todavia, ao longo do tempo, nesta minha longa vida profissional, que os bens materiais roubados, conseguidos de forma ilícita, adquiridos com o sofrimento de terceiros, traziam felicidade, mas, temporária; muitos foram os casos que comprovei de seres que amargaram mais tarde, enfrentando dificuldades de toda ordem, sem poder usufruir com alegria as facilidades que conquistaram com usurpações. Em linhas gerais, aqueles que se locupletaram ou a geração seguinte amargurarão grandes decepções. Poderia relatar muitos casos tristes.

Tive a oportunidade de ver quanto sábias tinham sido as palavras de Buda a respeito, proferidas há cerca de dois milênios e meio; esse grande pensador sobre a remuneração do bem ou do mal apelou para o tempo; afirmou que o retorno sempre acontece quando “amadurece o feito”, ou seja, quem está no bem, mas, tendo feito o mal, o mal receberá em troca tempos depois; quem tendo feito o bem, mas estando no mal, mais tarde receberá o bem.

Caso a Lava Jato for levada efetivamente ao fim, não se repetindo o que ocorreu na Itália, prevalecerá o bem sobre o mal e uma nova mentalidade, cheia de escrúpulos, deverá emergir.


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