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Aurélio Decker

Soco em repórter não adianta!

Leia artigo de Aurélio Decker

Aurélio DeckerAurélio Decker é jornalista

aureliodecker@sinos.net

Acho que foi em 1988. Eu morava no Edifício Dom Pedro, na Frederico Linck, pertinho do Grupo Sinos. Onze da noite, soou a campainha. Abri a porta e na minha frente estavam duas pessoas, dois jovens. Um deles reconheci, era o mais jovem, talvez 23 anos. Ele me perguntou secamente: “Vai sair a reportagem amanhã com foto minha?” Respondi: “Vai, página inteira.” Aí levei um soco no queixo e quase fui pro chão. Revidei com um soco na testa do gurizão e saltei no pescoço dele, não por ser valentão ou coisa assim, mas é certo que eu (tinha uns 39 anos) levaria a pior se ficasse sem revidar à altura. E se o outro entrasse na briga? Mas nem tive tempo de pensar, estávamos engalfinhados, quase rolando no corredor do nono andar. O traficante de drogas (tema da reportagem que foi publicada no dia posterior) estava solto e temia que a reportagem pudesse apatifar com a sua imagem.

Não posso usar o nome dele, o processo andou, prescreveu, ele nada deve para a Justiça e se menciono ele o processo por dano moral me pega. A Rose Lissarassa, minha mulher na época, apavorou-se com a cena na frente dela (ela estava portando minha pistola 7.65 para usar se tivesse necessidade) e, por sorte minha, o acompanhante do furioso entrou em cena, deu uma gravata no gurizão e não largou mais ele, evitando recomeço da briga. Era o irmão mais velho do traficante, inconformado com a bofetada que seu mano desferiu. E que me fez revidar com toda a fúria possível.

Inexiste a minha grandeza de oferecer a outra face! Então, meu prezado colega de profissão Martin Behrend, posso imaginar a surpresa e a dor que tu sentiu, na quarta-feira, quando tentavas entrevistar motoristas de táxi de Novo Hamburgo sobre o protesto na frente da Prefeitura. Soco no rosto, chutes, empurrões, ofensas verbais, tapa que jogou o teu celular longe. Lamentável e injustificada obra de covardes taxistas, inconformados talvez com o fato que tu, como repórter, fala nos taxistas e nos que atuam no sistema Uber. Pra taxista ignorante, a imprensa tem que atacar o Uber impiedosamente, e só elogiar taxista.Tomara que a polícia entre em cena pra valer, identifique os agressores covardes e que sejam punidos. E que a Prefeitura fique em alerta, identifique e puna gente assim desqualificada, atuando no transporte de passageiros. Bater em jornalista não ajuda a frear a presença crescente do Uber.


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