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Investigação

Frigorífico BRF nega ter colocado papelão em suas carnes

Neste domingo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura afirmou que não há risco sanitário no País

AFP/
Unidade da BRF Foods, situada em Chapecó, oeste de Santa Catarina, está sendo investigada pela Polícia Federal por suspeita de adulteração de alimentos
O frigorífico brasileiro BRF, envolvido no chamado "Escândalo da Carne", negou neste domingo (19) que trabalhadores das suas fábricas tenham colocado papelão nos seus produtos e atribuiu esta versão a um "grande mal entendido" na interpretação de conversas grampeadas. "Não há papelão algum nos produtos da BRF. Houve um grande mal entendido na interpretação do áudio capturado pela Polícia Federal", afirma um comunicado publicado no site da empresa. O funcionário ouvido nas gravações "estava se referindo às embalagens do produto e não ao seu conteúdo", acrescenta.

O relatório policial cita uma conversa na qual um empregado da empresa diz: "O problema é colocar papelão lá dentro do CMS [carne mecanicamente separada, usada na produção de embutidos] também né. (...) Eu vou ver se eu consigo colocar em papelão. Agora se eu não consegui em papelão, daí infelizmente eu vou ter que condenar".

A BRF afirma que o funcionário estava se referindo a embrulhar em papelão um produto que normalmente é envolvido em plástico e que, se não tiver aprovação para fazer isso, deverá descartá-lo.

Operação Carne Fraca

Além da BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão), entre as empresas investigadas está a JBS, líder mundial no mercado de carne (que controla as marcas Big Frango, Seara Alimentos e Swift).

Mais de 30 pessoas foram detidas desde a última sexta-feira (17) como parte de uma rede de inspetores sanitários que supostamente recebiam propinas dos frigoríficos para autorizar a venda de alimentos não aptos para o consumo. Entre os detidos está o gerente de relações institucionais da BRF, Roney Nogueira dos Santos.

O que diz o ministério

Em reunião no Palácio do Planalto hoje juntamente com ministros e outros políticos, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Eduardo Pacifici Rangel, afirmou que, nas avaliações feitas pelo ministério, foi constatado que não há risco sanitário no País. "Não existe risco sanitário medido no primeiro momento nas avaliações que fizemos das principais denúncias feitas pela Justiça. A ideia é que a gente consiga reagir rapidamente para poder tranquilizar a sociedade", disse.

"Todas as informações citadas são preocupantes do ponto de vista de corrupção, mas, do ponto de vista sanitário, estamos tranquilos porque as questões sanitárias apontadas ali não trazem risco para a população nem para a exportação", acrescentou.

Ainda neste domingo o presidente Michel Temer deve se reunir com embaixadores dos principais países importadores de carne brasileira para esclarecer eventuais dúvidas e dar garantias da qualidade do produto. 


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