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Dificuldades econômicas

Lojistas sentiram forte queda nas vendas em 2016, mostra pesquisa do IBGE

Na região, varejistas também sentiram o recuo

Arquivo/GES
Segmento de tecidos, vestuário e calçados registrou a queda acumulada mais acentuada da sua série histórica
As diversas dificuldades econômicas que foram sentidas no varejo durante o ano passado culminaram na queda mais expressiva das vendas deste século, revela a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No índice acumulado de 2016, o levantamento, que foi divulgado recentemente pelo instituto, mostra que o volume de vendas do comércio varejista nacional registrou recuo de 6,2%, o mais acentuado da série histórica iniciada em 2001, frente aos doze meses de 2015.

Esse comportamento foi acompanhado pelas oito atividades que compõem o varejo, seis delas registraram as quedas mais acentuadas de suas séries históricas no acumulado no ano passado. Entre elas, estão o segmento de tecidos, vestuário e calçados. Com recuo de 10,9% no volume de vendas no fechamento de 2016, o segmento registrou a queda acumulada mais acentuada da sua série histórica.

“Mesmo com os preços de vestuário se posicionando abaixo do índice geral de inflação, a atividade apresenta desempenho acumulado inferior à média geral do comércio varejista, refletindo o quadro de perda de poder de compra das famílias”, explica o relatório da pesquisa. O comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e material de construção, ainda no cenário verde-amarelo, caiu 8,7% em 2016. Essa também é a queda mais acentuada da série histórica.

No Rio Grande do Sul, o contexto de adversidades também resultou em quedas em quadros semelhantes ao do País. As vendas restritas caíram 5,4% e as ampliadas, 9,7% no ano passado. Mas, por aqui, este não foi o pior resultado dos últimos anos, situação registrada em 2015, quando ocorreu a combinação da recessão nacional com o impacto negativo da alta do ICMS no Estado.

Assim como em todo o território brasileiro, as vendas do segmento de tecidos, vestuário e calçados também tiveram uma grande queda de 9,1% em solo gaúcho.

Faturamento

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Novo Hamburgo (Sindilojas-NH), Remi Scheffler, não se surpreendeu com os números da pesquisa. “O levantamento apenas colocou no papel o que todo o comerciante varejista notou em 2016. Com certeza, o ano passado foi o pior para os varejistas, já que houve um decréscimo geral no faturamento”, afirma Scheffler, ao lembrar que alguns segmentos sentiram mais do que outros. “Há uma expectativa e certeza de melhora para 2017.”

Quedas já pararam

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH), Gilberto Kasper, frisa que as inúmeras dificuldades já ficaram para trás. “Temos uma nova perspectiva, um outro ar. O que aconteceu já está ficando para trás. Vamos viver novos momentos, sem ter o absurdo de lojas fechando a cada dia”, conta, ao dizer que as quedas no comércio já pararam. “Agora estamos retomando o crescimento. Temos que olhar para frente e ver o que cada um de nós pode fazer para preparar os nossos negócios”, ressalta.

Para Kasper, trabalhar o treinamento de vendas, os produtos, as oportunidades e buscar o novo e a melhoria constante são fundamentais para esse recomeço. Assim como Kasper, Scheffler acredita que a linha descendente já chegou ao fundo do poço. “O comércio está em uma fase de estabilização. A linha ascendente já começou”, observa o presidente do Sindilojas, ao falar que o varejo sentirá os reflexos positivos nos próximos meses.

“Sentimos a partir do momento em que a indústria melhora. Eles já demonstraram isso, o que nos dá a certeza que no máximo em quatro meses também perceberemos esses impactos.”

Dados mostram as dificuldades

Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), Vitor Augusto Koch, os dados divulgados pelo IBGE mostram que o último ano foi de extrema dificuldade para a população e para os varejistas. “Por isso, acreditamos que 2017 seja um ano melhor e com resultados mais satisfatórios para todos. É claro que medidas fortes e de impacto psicológico positivo são necessárias para retomar a confiança da população no País”, ressalta, ao comentar que os vilões que retroalimentam a queda de consumo, com elevadíssimas taxas de juros, impostos elevados e contexto político turbulento, precisam ser combatidos intensamente.


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