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Na região

Rede estadual volta às aulas com 7 mil alunos a menos

Número de turmas também é menor do que em 2016

Juarez Machado/GES
Silvana, diretora da 19 de Outubro, fala do encolhimento da escola e do empenho de professores
Se há dez anos faltava espaço para acomodar os alunos da rede estadual de ensino, a situação hoje é completamente diferente. De 2016 para cá, o número de estudantes matriculados na área da 2.ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) caiu 9,44%, reflexo que será sentido no número de professores e funcionários. No ano passado, as escolas espalhadas em 38 municípios receberam 79.542 alunos, 4.590 professores e 1.106 funcionários. Em 2017, os 170 colégios estaduais receberão nesta segunda-feira (6) 72 mil estudantes, 4.253 docentes e 1.057 funcionários. O reflexo dessa diminuição no volume de matrículas obrigou a 2.ª CRE a reorganizar a rede. Dessa maneira, serão 95 turmas a menos que em 2016, além da implantação de turno único em oito escolas.

Segundo a titular da coordenadoria, Helenise Juchem, além da diminuição do crescimento populacional, houve migração de estudantes para outras redes de ensino, sendo a maioria para a municipal. “Do primeiro ao quinto ano quase todos ficam nas escolas do município e no estado do 6.º ano ao ensino médio”, comenta.

A expectativa é que para o primeiro dia de aula o quadro de professores esteja o mais completo possível, com faltas pontuais. De acordo com Helenise, após a terça-feira de carnaval, a 2.ª CRE recebeu diversos pedidos de exonerações, o que já se tornou uma rotina entre os profissionais não concursados, admitidos por contrato. “É uma movimentação muito grande de RH nesta semana. Mas já estava esperando por isso”, informa. Segundo Helenise, a dificuldade maior será com a reposição de funcionários, principalmente em grandes escolas.

Turno único

Conforme Helenise, a decisão pelo turno único e por readequação das turmas tem como objetivo otimizar tanto a utilização dos espaços como a mão de obra. “Tinha escola com dez alunos pela manhã e 12 à tarde, todos no mesmo ano, o que a gente fez foi juntar todo mundo”, explica. A coordenadora garante que, caso haja necessidade de ampliar a oferta de ensino por aumento novamente da demanda, será feito. Ela explica que a maioria das instituições onde ocorreram os ajustes são do interior.

Integram a lista de escolas que terão turno único a Albino Hartmann, bairro Arroio das Pedras, Bom Principio, Adolfo Flor e Arthur Weimer, ambas na localidade de Linha Comprida, Salvador do Sul, Luis Moller Filho, distrito de Santo Cruz da Concórdia, Taquara, Professor Augusto Roennau, bairro Sander, Três Coroas, 19 de Outubro, Centro, Ivoti, além da Valentim Schneider, de Poço da Antas, e Guilherme Appel, de São Pedro da Serra.

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De 400, só restaram 51 alunos

Entre as escolas que foram minguando em volume de matrículas desde que o ensino fundamental passou a ser responsabilidade legal dos municípios está a 19 de Outubro, localizado no coração de Ivoti, na Avenida Presidente Lucena. A instituição de 53 anos já chegou a ter cerca de 400 alunos. Hoje, tem 51 alunos e três turmas multisseriadas, do terceiro ao nono ano do ensino fundamental. Segundo a diretora Silvana Troian Papussi, o colégio tem uma ótima estrutura física, contando inclusive com um ginásio de esportes, mas carece de recursos humanos. Não há secretário, vice-diretor ou bibliotecário. “Mas a gente está fazendo o melhor. Estamos comprometidos e muito empenhados com a educação”, garante. A educadora não esconde que a alteração na legislação teve impacto direto das famílias pela escolha da 19 de Outubro. “Os pequenos vão saindo e a família sai junto. Depois de grandes eles não vão voltar pra cá. A tendência é ficar matriculado na escola até o final do fundamental”, avalia.

Conforme Helenise, essa situação de poucos alunos e ampla estrutura física faz com que a 2.ªCRE avalie a possibilidade de negociar a municipalização da instituição.

Mapa da 2.ª CRE

* 72 mil alunos - São Leopoldo e Novo Hamburgo lideram o número de alunos com 14,7 mil e 14,5 mil estudantes, respectivamente.

* São 4.253 professores e 1.057 funcionários, divididos em 38 municípios, que atendem 173 escolas, sendo 57 no Vale do Caí, 87 no Vale dos Sinos, 27 no Vale do Paranhana e 2 no Vale do Taquari.


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