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Alerta

RS-239 está entre as rodovias mais perigosas do Estado

Ela foi a segunda com maior número de vítimas fatais em todo o Rio Grande do Sul no ano passado entre as estradas estaduais

Rafael Torres Atz/Especial
O condutor Marcos Cezar Machado, de 40 anos, morreu em acidente na RS-239, no trecho de Novo Hamburgo, no dia 19 de fevereiro
A RS-239 está entre as rodovias estaduais mais violentas no trânsito gaúcho. No ano passado, foi a segunda com maior número de mortes: ao todo 27 pessoas perderam a vida em acidentes na estrada que liga Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, a Riozinho, no Vale do Paranhana. O dado coloca em alerta o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), que conhece os trechos com mais ocorrências. O Grupo Sinos também extraiu do balanço geral os números relativos às demais estradas da região. Veja na tabela.

Com média diária de cerca de 23,5 mil veículos circulando, segundo dados da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) obtidos na praça de pedágio em Campo Bom, a RS-239 também tem recebido investimentos em sua manutenção e reforço na fiscalização. “Por ser uma rodovia muito movimentada, temos procurado colocar maior policiamento e fazer uso de radar móvel, para reduzir os acidentes”, destaca o 3º sargento Fernando Mujica dos Santos, que responde pelo CRBM de Sapiranga.

Melhorias

Segundo o diretor-presidente da EGR, Nelson Lídio Nunes, já se faz reparos no asfalto e na sinalização. E há outras demandas que devem ser atendidas. “Estamos terminando um projeto de sinalização vertical (placas) em toda a rodovia, fazendo um estudo para melhorar o acesso a Nova Hartz e também para implantar uma rótula na confluência da RS-115 com a RS-239. Além disso, até o final do mês vamos contratar a empresa que fará melhorias no acesso à Feevale.”

Antigas demandas aguardam solução

Adriana Lima/GES-Especial
Situação de calmaria no pedágio de Campo Bom, na RS-239, por volta das 17h30 desta terça-feira
É impossível falar sobre a situação da RS-239 sem abordar a necessidade de passarelas e de melhorias na iluminação. Quanto ao primeiro tema, o diretor-presidente da EGR, Nelson Lídio Nunes, afirma que o valor arrecadado na praça de pedágio é destinado às demandas de manutenção, portanto, não sobra dinheiro para que ocorra o investimento nas passarelas. “É um valor que precisa vir de determinada fonte, e precisamos estudar aonde buscar isso”, esclarece.

Quanto à iluminação, ele comenta que há uma decisão judicial que determina a responsabilidade de os municípios investirem nesta área.

AMVRS cobra promessa da EGR

A presidente da Associação dos Municípios do Vale do Sinos (AMVRS) e prefeita de Sapiranga, Corinha Molling, menciona uma promessa feita em outra gestão da EGR, que garantiria a iluminação da RS-239: “A iluminação havia sido prometida pela EGR, há quase dois anos, sendo que o projeto modelo para toda a extensão inclusive foi doado por uma das cidades do Vale do Sinos na tentativa de agilizar o processo de iluminação que até hoje sequer começou.” Ela destaca que a AMVRS tem se envolvido nos projetos de melhorias da rodovia, e que tratativas com o Estado devem ser retomadas.

Ajustes no acesso e proteção central

Embora reconheça a qualidade da RS-239 quanto à manutenção e sinalização, o presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) Paranhana-Encosta da Serra e reitor da Faccat, Delmar Backes, sugere melhorias. “O problema principal que eu vejo é no valo central, ali futuramente terá que ser colocado algum tipo de proteção, porque muitos acidentes acontecem quando as pessoas caem ali. Outro aspecto perigoso são as entradas dos municípios e retornos em vários locais”, diz.

Riscos na pista

Conforme o CRBM, os trechos onde mais acontecem acidentes são do km 14 ao km 16 em Novo Hamburgo, do km 24 ao km 29 em Sapiranga, e entre o km 43 e o 47 em Parobé. 

Alta velocidade, imprudência na pista, embriaguez e o uso de celular são fatores que geralmente acompanham as ocorrências. Mas o último item vem se tornando mais preocupante. “O celular é problema porque antigamente as pessoas falavam ao telefone mas olhavam a via, hoje só se concentram nas telas dos aparelhos e não no trânsito”, ressalta Santos.

Em 2016, a RS-239 teve, além das 27 vítimas fatais, 209 acidentes com lesões, que deixaram 290 pessoas feridas. Em 2017, de janeiro a março, já houve registro de quatro mortes na rodovia, a mais recente às 17 horas deste sábado (19).


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