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América do Sul

Cientistas argentinos e brasileiros descobrem rã que brilha

Espécie já era conhecida, mas pesquisadores verificaram propriedade fluorescente que era desconhecida

Wikimedia Commons/
Hypsiboas punctatus, rã arborícola sul-americana na qual cientistas argentinos e brasileiros descobriram propriedades fluorescentes. Isso pode abrir caminho para desenvolvimento de novas biotecnologias
Pesquisadores de Brasil e Argentina identificaram fluorescência em uma rã arborícola encontrada na América do Sul, informou nesta quinta-feira (16/3) um dos autores do estudo. "Este caso é o primeiro registro científico de uma rã fluorescente. Não há relatos precedentes sobre isto, e também sobre estas moléculas que podem ser fluorescentes", declarou Carlos Taboada, um dos pesquisadores.

Taboada trabalha na equipe liderada pelo argentino Julián Faivovich, principal pesquisador do MACN e do Conselho Nacional de Ciência e Técnica (Conicet), cuja descoberta foi recentemente publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Além dos argentinos, participaram da pesquisa os brasileiros Andrés Brunetti e Fausto Carnevale, ambos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Segundo Faivovich, a descoberta "modifica radicalmente o que se conhece sobre a fluorescência em ambientes terrestres, permitiu encontrar novos compostos fluorescentes que podem ter aplicações científicas ou tecnológicas, e gera novas perguntas sobre a comunicação visual entre anfíbios".

Integrante do departamento de Biodiversidade e Biologia Experimental da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires, o pesquisador explica que a origem da fluorescência se deve a "uma combinação da emissão (de compostos) das glândulas da pele e da linfa, que é filtrada pelas células pigmentares também da pele, que nesta espécie é translúcida".

A espécie na qual o fenômeno foi identificado é a Hypsiboas punctatus, uma rã arborícola que vive na América do Sul e cujas propriedades ópticas eram desconhecidas até o momento. "Esperamos para divulgar a descoberta até termos certeza de que o fenômeno não era consequência do cativeiro. Detectamos as propriedades em todos os exemplares que estudamos".

Taboada estimou que é muito possível que esta fluorescência se manifeste também em outras espécies que apresentam propriedades de pele semelhantes. O fenômeno da fluorescência significa que "as moléculas absorvem luz de uma determinada longitude de onda, se excitam e reemitem a luz de outra cor de menor energia, que neste caso é o verde-celeste", revelou o pesquisador. "A fluorescência em organismos naturais é muito comum em espécies aquáticas, e mais ou menos usual em alguns insetos, mas nunca havia sido reportada cientificamente em anfíbios".


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