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Terrorismo

Dois são detidos por plano de atentado na França antes de eleições

Homens de 23 e 29 anos foram presos a cinco dias do pleito presidencial

  • Polícia encontrou armas e material explosivo
    Foto: Boris Horvat/AFP
  • Prisões foram na cidade de Marselha
    Foto: Boris Horvat/AFP
  • Dupla planejava ataque terrorista na França
    Foto: Boris Horvat/AFP
  • Homens presos eram de nacionalidade francesa, porém "radicalizados"
    Foto: Boris Horvat/AFP
Armas e material para a fabricação de explosivos foram encontrados durante buscas realizadas após a detenção, nesta terça-feira (18), de dois homens suspeitos de querer realizar um ataque "iminente" na França, informaram fontes próximas à investigação.

As operações de busca seguem em andamento em Marselha (sudeste), onde os dois suspeitos, de 29 e 23 anos, "de nacionalidade francesa" e "radicalizados", foram presos esta manhã, informou o ministro do Interior Matthias Fekl. A dupla foi detida pelos serviços de inteligência como parte de uma investigação por associação terrorista, acrescentaram as fontes.

Os dois indivíduos planejavam um atentado "nos próximos dias em solo francês", garantiu o ministro do Interior aos repórteres.

Nas buscas em Marselha, foram encontrados "elementos que permitiriam materializar este ataque", afirmou, acrescentando que estavam sendo realizadas no local "operações de segurança e de desminagem".

Os dois homens, vigiados pela polícia por radicalização, já haviam sido presos por outros delitos sem relação com o terrorismo, de acordo com uma fonte próxima à investigação. 

"Tudo está pronto para garantir a segurança do primeiro turno da eleição presidencial", que acontece dia 23 de abril, afirmou o ministro, ressaltando, contudo, que "o risco terrorista é maior do que nunca".

Além disso, fotos dos dois homens detidos nesta terça foram distribuídas pelos serviços de segurança dos candidatos às eleições presidenciais na semana passada. "Meu serviço de segurança recebeu as fotos na quinta", segundo a ultradireitista Marine Le Pen, enquanto que um assistente do centrista Emmanuel Macron também confirmou tê-las recebido. O conservador François Fillon também foi alerta do perigo, afirmou um assistente.

Mais de 50 mil policiais e gendarmes, apoiados por militares da operação Sentinela, serão mobilizados para garantir a segurança durante a votação de domingo, principalmente nos arredores dos 67 mil colégios eleitorais.


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