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Balanço macabro

Venezuela: protestos contra Maduro registram nona morte em três semanas

Homem morreu baleado durante manifestação em Caracas. ONGs denunciam repressão

Ronaldo Schemidt/AFP
Polícia reprime~manifestantes na Venezuela com gás lacrimogênio
Um homem morreu ao ser atingido por tiros na quinta-feira (20) à noite, durante um protesto na área de Petare, em Caracas, informou nesta sexta-feira um dos prefeitos da capital da Venezuela, elevando para nove o número de óbitos em três semanas de protestos contra o governo de Nicolás Maduro.

A cidade viveu uma madrugada de violência, principalmente em bairros populares como El Valle, 23 de Janeiro e Petare (considerada a maior favela da América Latina). Segundo confirmaram ONGs como o Programa Venezuelano de Educação e Ação em Direitos Humanos (Provea), manifestações civis foram reprimidas pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e, em muitos casos, também atuaram os coletivos chavistas (grupos armados que defendem o governo).

Ronaldo Schemidt/AFP
Nove pessoas já morreram nas manifestações que se espalharam pelo país
As imagens e vídeos da noite fatídica de Caracas estão circulando nas redes sociais e dirigentes opositores como Henrique Capriles, governador do estado Miranda, denunciaram a repressão. Os confrontos obrigaram até mesmo a evacuar um hospital infantil em El Valle, onde estavam internadas 54 crianças. De acordo com o governo, o hospital foi atacado por grupos armados financiadas pela oposição, acusação desmentida pelas lideranças opositoras.

No passado, os bairros que foram cenário da violência representavam importantes bases de apoio para o chavismo. Hoje, segundo afirmou a analista política Argelia Rios, os setores populares estão cada vez mais insatisfeitos com o governo Maduro. "Noite agitada nos setores populares de Caracas. Desmoronou-se definitivamente o mito de que os bairros são territórios revolucionários", escreveu Argelia, em sua conta no Twitter.

A oposição também usou o Twitter para denunciar a repressão. "E a esta hora o ditador @nicolasmaduro onde estará, quando ordenou reprimir de forma selvagem os bairros, dormindo como um bebê?", perguntou Capriles.

Durante toda a madrugada, circularam diversos rumores no país, até mesmo de levante militar. A oposição reiterou sua decisão de permanecer nas ruas até que o governo atenda duas demandas de convocação de eleições, liberação de presos políticos e respeito ao Parlamento, entre outras.

Ronaldo Schemidt/AFP
Protestos violentos na Venezuela estão na terceira semana
O homem morto na noite de quinta-feira foi identificado como Melvin Guaitan: "Com muita dor informo a morte por impacto de bala de Melvin Guaitan, humilde trabalhador, morador de Sucre #Petare", escreveu no Twitter Carlos Ocariz, prefeito do município de Sucre, onde fica Petare. "Melvin foi assassinado na entrada do Bairro 5 de Julho durante o protesto esta noite (quinta-feira). Exigimos que se investigue e castigue os culpados!", completou o prefeito, que faz oposição ao governo.

Ocariz não revelou detalhes sobre as circunstâncias do incidente: se a manifestação era organizada pela oposição, se Guaitan participava na mesma ou se apenas passava pelo local, se o tiro partiu de um civil ou de um agente das forças de segurança.


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