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Mauro Blankenheim

Protesto indigesto

"Alegam não ter para onde ir, alegam desemprego, falta de condições para se mudarem e daí por diante"

Mauro Blankenheim

Luiz Coronel é poeta

www.luizcoronel.com.br 

Em meio a tanta confusão em que não se sabe quem é mais ladrão, parece que certas vozes só podem ser ouvidas quando definitivamente atrapalham a vida dos outros. O protesto acontecido na tardinha da quarta passada, de moradores que são empurrados para fora de uma área junto ao Trensurb na Mauá em São Leopoldo, foi um desses casos. O caos resultante da queima de pneus, galhos, caixas de papelão, pallets e outros inflamáveis, impediu certamente que dezenas de milhares de pessoas alcançassem seus objetivos naquele fim de tarde, causando um engarrafamento monstro que a malha viária, comprometida e incapaz de escoar o fluxo desde o abono do IPI na compra de automóveis, tratou de diagnosticar.

Pergunto: é justo isto?

Todas as vicinais da Mauá ficaram literalmente paralisadas, dentro e fora do perímetro do bairro Rio dos Sinos, como também nos arredores e não havia meio de superar a tranqueira e a buraqueira de muitas ruas secundárias. O tempo corria, muitas vezes nem o celular resolve, e o estresse provocado por pessoas que pretendiam chegar em casa, depois de um dia de trabalho ou buscar seus filhos no colégio, foi duramente prejudicado. Ambulâncias e a própria polícia não tinham como se movimentar.

Depois da chegada da força policial, ainda se passaram duas horas para que a normalidade fosse retomada. Nosso povo parece ter redescoberto o tom de reclamar. Dificilmente devido à situação econômica dos Estados e prefeituras, não tem conseguido sucesso em seus pleitos de forma civilizada. Aparentemente, agir de forma desproporcional é a única maneira de chamar atenção. Mil pessoas deverão perder seu cantinho até terça-feira.

Alegam não ter para onde ir, alegam desemprego, falta de condições para se mudarem e daí por diante. Depois de anos de roubalheiras que desfiguraram nosso País perante o conjunto das nações e perante nós mesmos cidadãos, pessoas que não têm para onde ir são obrigadas simplesmente a ir. É necessário encontrar um denominador comum entre as partes, porque do contrário, ao serem enxotados, cada vez mais esses brasileiros, como nós, chamados singelamente de invasores, vão seguir protestando e dificultando a vida alheia, sem avisar. E eu serei obrigado a repetir a pergunta.

É justo isto?


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