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Ivar Hartmann

Milhões, bilhões, mortes

Leia opinião de Ivar Hartmann

 Ivar Hartmann Ivar Hartmann é promotor aposentado

ivarhartmann@hotmail.com

Os jornais e tevês informam sobre as delações de executivos de uma das empresas da Lava Jato. Pela quantidade de denunciados de todos os níveis do Executivo, Legislativo e membros do Judiciário do Rio de Janeiro, nossos sentidos embotam: milhão para um, dez para outro, trinta para um partido. Milhares para o deputado ou senador. Nenhuma pedra se coloca, nenhuma fatura se paga sem comissões a pagar pela empreiteira. Se a obra sai dez, a empreiteira cobra onze por causa da comissão. Como ninguém é bobo, os arrecadadores, em nome do trabalho que desenvolvem, cobram mais um para si. Então são doze. Eu sou a empreiteira e estes f. da p. me pedindo dinheiro, melhor é eu ter uma reserva de caixa. Vou cobrar quinze. Desde que eu pague ninguém fiscaliza meu trabalho. Ao final a obra de um bilhão sai um bilhão e meio na melhor das hipóteses. Sem aditivos...

Mas não se trata de mero desvio de recursos. Tratam-se de recursos do erário público. O mesmo que paga os leitos hospitalares, a construção das estradas, a manutenção dos presídios. Que paga o funcionalismo e os aposentados. Uma máquina de arrecadar bem e gastar mal. Quando um leito do hospital desaparece, quando um buraco na estrada fica aberto, quando um bandido assalta, mortes vão ocorrendo. Aos milhares pelo País. A imprensa ainda não se deu conta. Caixa dois ou propina – não interessa o título – são crimes. Desviam o dinheiro que seria para a nossa saúde. Assim os Lulas, Dilmas, Temers, Cunhas, Renans e outros ratos menores devem ser responsabilizados pelos mortos e feridos que diariamente palpitam nas crônicas policiais ou nos atestados de óbitos por falta de atendimento adequado. O prefeito que desvia o dinheiro da obra pública está matando seu munícipe. Tem que ser visto como um assassino. O parlamentar que embolsa dinheiro vindo do erário tem que ser tratado como coautor de assassinato porque sua ação impediu o bom uso do dinheiro público. Bandidos!


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