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Luiz Coronel

É possível contemplar as estrelas...

"Temos no palco uma orquestra em que as partituras estão trocadas e os músicos não são virtuosos"

Luiz CoronelLuiz Coronel é poeta

www.luizcoronel.com.br

Quando o teto desaba podemos ver melhor as estrelas. Pertinente é o texto, se tivermos a realidade brasileira como referência. No entanto, ainda estamos destinados a conviver com os escombros políticos, as carcaças partidárias, o entulho empresarial. O cenário foi devastador. A cada momento, uma lâmina rasgando o ventre da Pátria. Ao lavar os muros da corrupção, a Lava Jato revelou a que nível de desatinos chegamos. Lideranças, até então consolidadas, desabando qual castelos de cartas. Governantes levados ao cárcere. Embora a novela prolongue seus capítulos, há um desejo geral de superação deste ciclo histórico tão promissor quanto tumultuado.

Penso meu País com tímido otimismo. Temos no palco uma orquestra em que as partituras estão trocadas e os músicos não são virtuosos ao executar seus instrumentos. Simplesmente, não existe a mínima chance de um bom concerto (tem gato na tuba). Muitos instrumentistas terão de ser defenestrados da orquestra. As partituras, por inatuais, deverão ser trocadas. Muitos perigos rondam o percurso de nossa história. A República dos Safados tem muitos ardis.

Há uma blague, graciosamente irreverente: “O problema brasileiro é não terem privatizado a Odebrecht ”. Sim, a Odebrecht tornou-se um superpoder. Ela constituiu-se na deusa divina e maravilhosa de todas as licitações. Comprava políticos e medidas provisórias como quem compra rapadura na venda. Havia, como disse um delator: um pedágio a pleno vapor! O super- faturamento e o caixa 2 forravam campanhas presidenciais e fortunas clandestinas, que nasciam da noite para o dia, qual cogumelos depois da chuva. Marcelo Odebrecht pode dizer: “sem nós não haveria nem Copa do Mundo nem Olímpiadas”.

Ao longo de minha mutante vida, já fui coroinha, professor, magistrado, escritor e publicitário, profissão que ora exerço. Subitamente recebo um honroso convite a disputar uma cadeira no Senado da República. O “sim” jogava fogos de artifício para o alto, o “não”, obstáculos no meu caminho. A chance de um resultado positivo, embora pequena, estava à minha frente. Fui levado a agradecer tão elevada deferência. E fiquei com a reflexão do gaúcho Viana Moog: na vida a gente faz nossas escolhas e leva, para sempre, a frustração pelas opções abandonadas. Volto à poesia como retorno à lua ao findar o dia.


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