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Ramon Von Berg

México City e sua história

Leia opinião de Ramon Von Berg

Ramon von Berg Ramon von Berg é desembargador aposentado e advogado

Mesmo uma despretensiosa visita a México City não pode deixar de lado algumas visitas. A primeira delas, por se tratar de uma simbiose entre arte, história e política, obriga uma visita ao Palácio Nacional, antiga residência do chefe do Poder Executivo Nacional, onde se encontra um mural de autoria de um dos maiores artistas que o país já conheceu, Diego Rivera.

Nessa obra, o artista retrata, sob a sua ótica, os períodos mais importantes da história, ou seja, o pré-hispânico, os séculos de dominação espanhola, a libertação e o período posterior.

Vê-se, ali, que, séculos antes da invasão espanhola, o país já dominava algumas técnicas de manufatura de produtos que seriam comercializados com povos vizinhos.

É equívoco pensar que quem deu origem ao México moderno seria basicamente o povo Maia (ou astecas), pois trata-se de um povo chamado de “mejicas”, que deu origem ao nome do país. Eram errantes e diz a lenda que um oráculo lhes disse que quando achassem sobre uma árvore uma águia devorando uma cobra (figura central da bandeira nacional) poderiam cessar a sua peregrinação e fincar raízes no local.

No mesmo mural está retratada a figura esquisita de Hernan Cortês, que chefiava a armada espanhola que veio munida de cavalos, armaduras e armas de fogo, até então desconhecidas pelo povo mexicano.

Ali houve influência da Igreja Católica, que apoiou não só a colonização, como até a escravidão do povo.

De Hernan Cortês, poder-se-ia dizer que, tratado a princípio pela coroa espanhola como proscrito, visto que, após escravizar o povo mexicano mandou incendiar todos os seus navios, para evitar que algum descontente votasse à Espanha, algum tempo depois, com a entrega do ouro arrecadado ao governo espanhol, passou a ser tido como verdadeiro herói.

Séculos depois, a mesma Igreja, que antes apoiara os invasores, porém agora com o segmento dos jesuítas, contribuiu decisivamente para a expulsão dos espanhóis, seguindo-se a independência, a fundação do Estado do México, inclusive com outorga da primeira Constituição Federal, tudo retratado nesse mural de mais de 200 metros quadrados, no acervo do Palácio Nacional.


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