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Imóvel

Ex-presidente da OAS confirma que tríplex era de Lula

Em depoimento a Sergio Moro, Pinheiro disse que só não teve prejuízos porque negociou esquemas com a refinaria Abreu e Lima

AFP
Ex-presidente Lula
Em depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, confirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o dono do apartamento tríplex no Edifício Solaris, na praia de Astúrias, no Guarujá, litoral paulista. Segundo ele, o imóvel já estava reservado para o líder petista antes mesmo da negociação com a Bancoop, cooperativa que repassou o prédio para a empreiteira após problemas financeiros. "O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar o empreendimento da Bancoop. Já foi me dito que era para o presidente Lula e sua família. Que eu não comercializasse, e tratasse aquilo como coisa do presidente Lula", disse Pinheiro.

Ele ainda informou que a empresa só não teve prejuízos na reforma do apartamento porque as despesas foram pagas com a negociação de vantagens indevidas num contrato com a refinaria Abreu e Lima. Segue abaixo o diálogo entre Leo Pinheiro e Sergio Moro:

Moro: - O imóvel dele (Lula) no contrato era (o apartamento) 141, mas foi-lhe dito que era o tríplex?

Pinheiro: - Exatamente, e que eu poderia dispor do 141 para comercializar.

Moro: - Mas qual explicação?

Pinheiro: - Na época falaram que já estava acordado entre (o ex-tesoureiro João) Vaccari e o presidente que ele ficaria com o triplex, e não no 141.

O magistrado ainda quis saber porque foi feito um contrato com Lula que não era do tríplex. "Não sei", disse o empreiteiro.

Ao longo do depoimento, Pinheiro deu detalhes do processo de compra e venda do apartamento. Segundo ele, inicialmente tratava-se de um apartamento de 80 metros quadrados, mas logo depois a família do ex-presidente decidiu por um de 240 metros. O empresário disse que, nesse caso, haveria uma diferença de preço, e passou a cobrar Vaccari e também Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. "Tinha uma diferença de preço, obviamente. Eu cobrei isso do João Vaccari, cobrei isso do Okamoto, que sempre cuidou, pelo meu conhecimento e pelas informações do presidente, desta parte do Instituto, das palestras, sempre ele que cuidava da parte financeira. Eu falei com ele várias vezes. E ele, vamos aguardar."

Segundo o empresário, a reforma ficou parada por conta da proximidade com a eleição de 2010. Depois, em razão de um problema de saúde do ex-presidente. 


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