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Entrevista da segunda

"Todo mês é uma luta para ajudar na segurança", diz presidente do Consepro

Pedro Rogério Martins Duarte, 50 anos, trabalha no Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Campo Bom

Karina Sgarbi/GES-Especial
Pedro Rogério Duarte
Ele escolheu Campo Bom há 36 anos em busca de emprego na indústria calçadista, onde começou limpando banheiros e acabou chefe de esteira. Hoje é empresário, tecnólogo em Segurança do Trabalho e jornalista. Natural de Arroio dos Ratos, Pedro Rogério Martins Duarte, 50 anos, tem tanto carinho pela cidade que, em 2013, assumiu a direção do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Campo Bom (Consepro). Depois de ter sofrido três assaltos – no último, um dos dois filhos foi sequestrado pelos bandidos – Duarte resolveu que era hora de fazer alguma coisa.

Como é a atuação do conselho na cidade?

Duarte - O Consepro de Campo Bom foi criado em 5 de junho de 1981 e, desde .então, tem forte atuação junto à segurança. O prédio onde funciona a delegacia pertence ao conselho, e também somos nós que fazemos a capina, a manutenção e a pintura lá. Também estivemos presentes na conquista do monitoramento eletrônico em alguns pontos da cidade em 2013. Também temos auxiliado na manutenção das viaturas, todas estão sempre rodando.

O conselho ajuda todas as corporações?

Duarte - Ajudamos o Corpo de Bombeiros,  a Brigada Militar (BM), o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) e a Polícia Civil (PC) de várias formas. Os GPSs dos carros e os tablets usados para fazer as ocorrências são por nossa conta, além de submetralhadoras e fuzis, que nós compramos. Somos em três voluntários e um apoiador trabalhando, desde março, na sede própria do conselho, onde abrigamos os documentos. Também custeamos três estagiários que atuam na PC e junto aos Bombeiros, além de ajudar na limpeza da sede do Comando Rodoviário e na compra de diversos materiais.

De que forma o conselho se mantém?

Duarte - Recebemos, agora com a nova gestão da prefeitura, uma verba de R$ 10 mil por mês, que é usada para atender à demanda de todos os órgãos de segurança. Temos três voluntários e recebemos algumas doações de empresários e da comunidade. Gostaríamos, claro, de ter mais arrecadação, mas entendemos a situação econômica. Gastamos em torno de R$ 28 mil mensais para deixar tudo em dia, cobrindo aquilo que o Estado deveria fazer mas não faz. Todo mês é uma luta para ajudar na segurança.

Quais são as metas do Consepro para este ano?

Duarte - Queremos ampliar a estrutura tecnológica, colocando minicomputadores nas viaturas e também microcâmeras nos coletes do pessoal do Pelotão de Operações Especiais (POE) para auxiliar em suas operações. Também, como apoiamos as ações do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas), queremos conseguir um veículo para os policiais do programa, que é fundamental para a prevenção e muitas vezes falta um carro para o deslocamento até as escolas. De um modo geral, queremos, neste ano, ampliar e melhorar o que já temos na cidade.

Em uma avaliação geral, como está hoje a segurança na cidade?

Duarte - Nós tivemos uma melhora na segurança com a redução em 30% em vários crimes nos últimos dois anos em Campo Bom, com a redução de roubo de veículos, homicídios, os ataques conhecidos como “saidinhas de banco”, assaltos e furtos a pedestres, entre outros. Mapeamos as situações e conseguimos ter ações pontuais. Temos os maiores problemas nos bairros Aurora e Imigrante, pelo tráfico e também porque quem rouba os moradores vai para lá vender as coisas em troca de drogas. Temos agora quatro núcleos de Policiamento Comunitário que também têm dado ótimos resultados e, hoje, calculamos uma média de quatro prisões por dia aqui.

Na sua opinião, qual o maior problema da segurança?

Duarte - O Vale do Sinos é o berço do crime organizado. E agora estão migrando para cá outros crimes, como o sequestro, assalto a banco, roubo de veículos. Estamos no meio, tentando nos proteger. Nós, cidadãos, mudamos nossa rotina em torno de tudo o que pode ser arriscado para a segurança. A legislação brasileira é o maior entrave para poder ressocializar alguém ou punir para que não volte a cometer crimes.


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