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Ginecologia

Coletor menstrual: o que muda com a regulamentação da Anvisa

Agência determina padrões técnicos e exige informações nos rótulos

Diante do aumento no uso de coletores menstruais, a produção e a comercialização do material passou a ser regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a partir da publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n° 42 no dia 17 de março. O texto determina padrões técnicos que deverão ser seguidos na composição do coletor, indica as orientações que terão de constar nos rótulos e exige testes de garantia dos fabricantes. Popularmente conhecido como “copinho”, o coletor é feito de um material flexível, que é inserido no canal vaginal para armazenar o sangue menstrual. Assim que fica cheio, deve ser retirado e lavado, podendo ser reutilizado em seguida.

A ginecologista e obstetra Guísella De Latorre, da Clínica Obstare, de Novo Hamburgo, acredita que a mudança deva trazer mais segurança para as usuárias, além de uma regularização de preços e padronização de tamanhos. “E isso pode aumentar o uso dos coletores, que são uma opção excelente para a mulher, pois são mais higiênicos, causam menos infecção vaginal, menos alergia. Ecologicamente são produtos muito adequados, pois o volume de lixo que a mulher produz a cada menstruação é enorme, e isso pode melhorar também”, comenta. De acordo com a norma da Anvisa, todo o material que compõe o coletor menstrual tem de ser atóxico e adequado para uso e isento de ingredientes como fragrâncias e inibidores de odores.

Além de orientações sobre o modo de uso, tamanho adequado para cada fluxo e a frequência de remoção do produto para descarte do conteúdo menstrual, o rótulo deverá trazer informações sobre a Síndrome do Choque Tóxico (SCT). Guísella explica que a SCT é uma complicação associada ao uso prolongado do absorvente interno, causada por bactérias como a stafilococcus aureus. “Apesar de não ter relatos frequentes de SCT no uso de coletor, é importante que o tempo de ficar com o copinho não ultrapasse de 10 a 12 horas”, alerta a médica.

Os produtos continuam isentos de registro da Anvisa, mas o que a Agência fará agora será padronizar o que é oferecido no mercado. Os coletores regularizados de acordo com as portarias anteriores poderão ser fabricados até dois anos após a publicação da nova resolução e comercializados até o fim do prazo de validade. Desde março, todos os produtos já regularizados deverão ser cadastrados em até 24 meses e os produtos novos já podem seguir as regras da RDC 42. "Um coletor pode ser utilizado de 5 a 10 anos, mas vamos ver como a Anvisa vai padronizar esse prazo de validade. Como não tinha tipo de registro, cada fabricante fazia de acordo com as suas normas”, observa Guísella.

Uso do coletor

A principal diferença do coletor menstrual para o absorvente é que recolhe fluído menstrual ao invés de absorvê-lo. A ginecologista e obstetra destaca que coletores vazam menos, em média são confortáveis de se usar e livra a mulher do odor característico da menstruação. “O coletor faz o vácuo, então o sangue não entra em contato com o oxigênio. Além de aguentar mais tempo o fluxo menstrual, com o copinho parece ter bem menos fluxo”, diz. O copinho pode ser usado por todas as mulheres que já começaram a menstruar, a partir de uma conversa com o ginecologista, que vai orientar sobre o uso correto.

Os coletores podem ser colocados ao primeiro sinal do início do fluxo menstrual e trocados de duas a quatro vezes ao dia (entre 4 e 12 horas). A cada troca devem ser esvaziados e limpos.

Elas aprovam o copinho

“Uso coletor faz três anos. Fico muito mais tranquila, porque ele não vaza. Se colocado direitinho, simplesmente tu esquece que está usando algo, é muito prático. Outra vantagem é que passei a entender muito mais o meu ciclo. Além de eu contribuir com o meio ambiente, por gerar menos lixo.” Caroline Tatsch, 31 anos, jornalista

“Além de me acostumar super de boa, vejo ele como uma forma de cuidar da natureza, pois dura anos. A economia em dinheiro também é uma das vantagens de usar o copinho. Mas, o que pra mim é a maior vantagem é que eu me sinto super segura para realizar atividades rotineiras e praticar esportes.” Milana Corrêa, 17 anos, estudante

“Uso há mais de um ano. As vantagens que eu elenco são: a economia, já que o coletor se paga ao longo do tempo; ecológicas, já que diminui o uso de absorventes; e autoconhecimento, pois com uso do coletor, tu descobre mais sobre o próprio corpo, além de praticidade e liberdade.” Vanessa Teixeira Monni, 24 anos, jornalista

“Pra mim, a principal vantagem é a economia. Também tem a praticidade de não trocá-lo com tanta frequência que trocaria um absorvente normal. E como eu usava mais absorvente interno do que externo, a minha saúde fica mais segura, já que o uso de absorvente interno por uso prolongado pode ocasionar doenças.” Jessica Ulmann, 25 anos, atriz


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