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Imunologia

Chance de ter urticária uma vez na vida é de 20 a 25%

Semana Mundial de Alergia 2017 destaca informações sobre doença e incentiva o tratamento adequado

Arquivo pessoal/Divulgação
Nem toda urticária é de origem alérgica, explica Di Gesu
Manchas vermelhas na pele, inchaço e coceira: a urticária sabe como incomodar e pode ocorrer em qualquer pessoa. A estimativa é de que todos tenham de 20 a 25% de chande de desenvolver um episódio da doença durante a vida, independente de ter histórico de outras alergias ou não. É por isso que de ontem até o próximo sábado ocorre a Semana Mundial de Alergia 2017, cujo tema deste ano é A agonia da urticária: o que fazer quando a coceira e os inchaços não vão embora.

O alergista e imunologista Giovanni Marcelo Siqueira Di Gesu, membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia da Regional Rio Grande do Sul (Asbai-RS), explica que nem toda urticária é de origem alérgica e que há uma grande quantidade de agentes que podem estar envolvidos. “A alergia é uma reação exagerada do organismo frente a um agente, que pode ser um alimento, medicamento, ferroada algum inseto, já a urticária também pode ser relacionada a algumas doenças, infecções, pode ser manifestação de doenças autoimunes. Sempre que a urticária tem uma duração mais prolongada o paciente deve ser investigado”, alerta. Até 30% dos casos são pacientes em que, mesmo bem investigados, não se encontra alteração significativa. Quando isso ocorre, são chamadas urticárias idiopáticas, em que o agente não é detectado.

A doença se manifesta como um conjunto de erupções na pele, geralmente placas avermelhadas, de tamanho variável, que duram pouco tempo, vão mudando de lugar e podem surgir em qualquer parte do corpo. Segundo Di Gesu, as manchas são muitas vezes acompanhadas de inchaço, principalmente em áreas mais elásticas, como pálpebras e lábios. “Podem ocorrer também na laringe, dificultando a respiração”, comenta. Um dos principais incômodos causados pela urticária, porém, é a coceira, que ocorre por liberação de histamina, substância que estimula quimicamente os receptores da coceira da pele. “Mas quanto mais se fricciona a área, mais se estimula o aumento da lesão e uma irritação da pele. Por isso, é importante o controle da coceira, com mendicamentos via oral preferencialmente, recomenda o médico.

Diante de um episódio de urticária, os especialistas fazem uma história clínica bem detalhada do paciente, questionando principalmente o uso de medicamentos. “O paciente pode, de um determinado momento em diante, apresentar sensibilidade a um medicamento de uso habitual e desenvolver ou agravar um quadro de urticária”, esclarece o imunologista. Também são avaliados os hábitos alimentares do paciente, já que um produto que costumava ser consumido regularmente pode vir a se transformar em agente causador de urticária. Existem, ainda, as urticárias físicas, como exposição ao frio, ao calor, ao sol, que são urticárias muitas vezes de longa evolução sem que o paciente se dê conta do agente agravante. Assim, o objetivo da Semana Mundial da Alergia neste ano é levar informação para o maior número de pessoas, incentivando o tratamento adequado e de qualidade.

Tipos de urticária

Aguda: que dura menos tempo, no máximo seis semanas. É a mais frequente e ocorre principalmente nas crianças e adultos jovens.

Crônica: com duração igual ou superior a seis semanas. Ocorre mais em mulheres entre 25 a 45 anos de idade e afeta bastante a qualidade de vida do paciente. O tratamento é feito com medicamentos de efeito anti-histamínico, que podem ser usados por períodos prolongados. Não há um levantamento nacional, mas dados de outros países estimam que 2% da população pode apresentar urticária crônica, que está relacionada mais ao tempo de evolução do que à gravidade da doença, porque pode ser uma urticária leve e durar longo período.

A urticária crônica pode ser dividida em 2 subtipos:

Urticária crônica espontânea, que é a mais frequente e as lesões surgem sem que se encontre qualquer fator externo responsável.

Urticária crônica induzida, em que as lesões são desencadeadas por fatores externos específicos (frio, calor), identificados pela história clínica e testes de provocação.


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