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"O sertanejo universitário é predatório", aponta Thedy Corrêa, do Nenhum de Nós

Músico falou sobre as dificuldades do mercado musical para as bandas de rock e sobre o show que chega no Teatro Feevale este mês

Divulgação
Nenhum de Nós

Acho que era outono, de 94. O Theatro São Pedro lotou para a gravação do primeiro Acústico Ao Vivo da Nenhum de Nós. De lá, clássicos como Camila, Camila, O Astronauta de Mármore e Canção da Meia-Noite. O álbum foi um sucesso estrondoso, vendeu 100 mil cópias e alcançou o disco de Ouro. O álbum também foi reconhecido como o primeiro acústico de uma banda brasileira. Quase 10 anos depois, foi pra ver ela voltar, já não era mais a mesma banda (contava agora com João Vicente, como membro oficial nos teclados), mas estava em seu lugar, novamente no Teatro São Pedro, gravou o segundo acústico de sua carreira e o primeiro DVD, superando as 100 mil cópias e com novos clássicos como Julho de 83, Um Girassol da Cor do Seu Cabelo, e Paz e Amor.

Hoje, Amanhã ou Depois, o cenário musical quase monopolizado abre pouco espaço até para bandas já consagradas. “Estamos em um momento complicado do mercado musical brasileiro, onde é muito difícil ser um músico de rock. O sertanejo universitário domina a programação musical e o espaço na mídia de uma forma predatória. E as rádios se preocupam mais em oferecer um conteúdo para agradar as massas do que buscar algo de qualidade. É uma ditadura de estilo” comenta o vocalista Thedy Corrêa, em entrevista ao Jornal NH e Rádio ABC.

"Eu não me refiro aos músicos, mas ao processo de gestão. Antigamente, se havia uma feira em alguma cidade, tinha uma diversidade de estilos. Hoje, os empresários tentam fechar toda a programação apenas com bandas de sertanejo. As rádios não oferecem outro estilo. E as duplas cuidam do corpo, mas não trazem nada de novo em suas músicas. Quem lembra da música que fez sucesso ano passado? A letra dela dizia algo? Por que as pessoas ainda lembram dos clássicos do anos 80. Legião Urbana, Cazuza, Arnaldo Antunes são ouvidos até hoje. Eles ofereciam algo diferente algo marcante. As músicas que fazem sucesso hoje falam de comportamentos destrutivos, beber até cair, tratar mal as mulheres. São fast foods. Mas a gente não desiste. Nosso DNA é do rock e continuamos sobrevivendo dele. Buscamos oferecer uma 'refeição' mais elaborada, com letras que dizem algo. São essas músicas que marcaram muita gente e que voltam no nosso novo show”, destaca o músico.

Show em Novo Hamburgo

No dia 25, o Nenhum de Nós volta a Novo Hamburgo, com o show 1+2=30, reunindo quase 25 músicas dos dois primeiros acústicos. O show celebra os 30 anos da banda com um repertório que reúne o melhor dos álbuns. “São quase duas horas de show para o público poder aproveitar no conforto do Teatro Feevale. A apresentação era pra ser apenas uma comemoração no Teatro São Pedro e hoje estamos recebendo convites para transformar ele quase em uma nova turnê”, afirma o vocalista.

Serviço

O quê: Show Acústico 1+2=30, com Nenhum de Nós

Quando: 25 de maio, às 21 horas

Onde: Teatro Feevale (RS-239, 2.755, Câmpus 2 da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo)

Ingressos:

Balcão Nobre R$ 50,00

Frisa R$ 70,00

Plateia R$ 90,00

Cadeira Camarim R$ 120,00


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