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Ouça áudio: 'Tem que manter isso', diz Temer a Joesley sobre silêncio de Cunha

Áudio enviado pelo dono da JBS foi liberado pelo Supremo Tribunal Federal

NBR/Divulgação
Temer em pronunciamento sobre delação da JBS

Com o próprio carro, o dono da JBS Joesley Batista entra na garagem do Palácio do Planalto, por volta das 23 horas, do dia 7 de maio, para encontrar o presidente da República, Michel Temer. "Gostei desse jeito aqui. Eu vim dirigindo, sem motorista... (...) Fui chegando, eles viram a placa do carro, e entrei. Bem escondidinho", diz Joesley.

A conversa entre empresário e o peemedebista mostra a intimidade entre os dois - que se tratam por "você" - e também deixa evidente o aval de Temer à compra do silêncio de Eduardo Cunha, já prisão.

O áudio de 39 minutos foi entrega pela JBS ao Supremo Tribunal Federal, como parte da delação premiada do grupo. A gravação foi liberado STF à imprensa por volta das 18h30 desta quinta-feira (18). 

Ouça áudio publicado no SoundCloud do Antagonista:

Confira trechos

Joesley Batista: Queria primeiro dizer: estamos junto aí. O que o senhor precisar de mim, viu, me fala. Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá nessa situação toda, Eduardo (Cunha), não sei o que, Lava Jato.

Michel Temer: O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu que... Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele. Era pra amedrontar. Eu não fiz nada (inaudível) no Supremo Tribunal Federal. [inaudível] Ele está aí, rapaz... É... (inaudível)

Joesley: Eu queria falar assim. Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui para ali, zerou tudo. E ele foi firme em cima e já estava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da fila. [Inaudível] O outro menino, companheiro dele que tá aqui, né? (inaudível) O Geddel sempre estava... O Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel também, com esse negócio, eu perdi o contato porque ele virou investigado, agora eu não posso, também...eu não posso encontrar ele.

Temer: É, cuidado, vai com cuidado. (inaudível) Não parecer obstrução da Justiça (inaudível).

Joseley: Agora... o negócio dos vazamentos. O telefone lá (inaudível) com o Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, e não sei o que. Eu estou lá me defendendo. Como é que eu... o que é que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo, ok...

Temer: Tem que manter isso, viu... (inaudível)

Joesley: Todo mês. Também. Eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado aqui no processo, assim (inaudível)...

Joesley: É investigado. Eu não tenho ainda denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, então eu dei uma segurada, do outro lado do juiz substituto que é um cara que ficou...

Temer: Está segurando os dois...

Joesley: É, estou segurando os dois. Então eu consegui um procurador dentro da força tarefa que também está me dando informação. E lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal, e o lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o quê.

Temer: (inaudível).

Joesley: O que está me ajudando, tá bom, beleza. Agora, o principal... Tem o que está me investigando. Eu consegui colar um no grupo. Agora eu tô tentando trocar...

Em outro momento da conversa, eles citam o processo de cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "O negócio da minha cassação não passa porque eles têm consciência política", diz Temer.

Joesley: "Delata e não precisa provar nada". "Eu até perdoo uns 4 ou 5 que delataram nós".

O empresário e o presidente também falam sobre o Palácio da Alvorada:

Temer: "Aquilo lá tem fantasma", diz Temer. 

Joesley: "Como é que a Dilma aguentava ficar sozinha lá..."

Entenda o caso

As delações premiadas de Joesley e Wesley Batista foram homologadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato. 

Gravações e vídeos feitos pelos delatores e pela Polícia Federal foram acrescentados ao inquérito.

Com base na delação, Fachin abriu inquérito para investigar Temer, que disse que não renunciará à presidência.


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