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Turbilhão político

Janot diz que Temer e Aécio agiram juntos para impedir avanço da Lava Jato

Gravações revelam que o presidente indicou deputado para negociar cargos e decisões estratégicas

AFP
Aécio Neves e Michel Temer são alvos de inquéritos na Lava Jato
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considerou estarrecedoras as negociações identificadas em diálogos do presidente Michel Temer e do agora senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) com o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. Na decisão que determinou a abertura de inquérito, Janot afirma que Temer e Aécio Neves agiram "em articulação" para impedir o avanço da Lava Jato.

"Além disso, verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", afirma Janot. "Desta forma, vislumbra-se também a possível prática do crime de obstrução à Justiça."

Para o procurador-geral, o mais surpreendente é que as conversas sobre pagamento de propina, venda de cargos estratégicos no governo federal e do silêncio de envolvidos em casos de corrupção tenham acontecido recentemente. Ou seja, depois de três anos de Operação Lava Jato e forte mobilização da sociedade contra desvios de dinheiro público.

Ouça áudio publicado pelo Antagonista

"Fico estarrecido com o fato de pessoas continuarem a delinquir depois de três anos de investigações (da Lava Jato). Continuam a delinquir mesmo após uma colaboração da Odebrecht (a mais explosiva até então). O esquema continua operando como se nada estivesse acontecendo", afirmou Janot em conversas reservadas.

Conversas gravadas por Joesley Batista revelam que Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para negociar cargos e decisões estratégicas do governo federal com o dono da JBS, transação que renderia propina de 480 milhões de reais a serem pagas ao longo de 20 anos. Numa ação controlada, a Polícia Federal documentou o pagamento da primeira parcela, de 500 mil reais, de um emissário de Batista para o deputado.

Nos diálogos, depois de ouvir do empresário o que ele vinha fazendo para obstruir a Justiça, inclusive com pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao doleiro Lúcio Bolonha Funaro, ambos presos, Temer diz "tem que manter isso, viu". Num outro momento, Joesley acerta o pagamento de 2 milhões de reais a Aécio Neves. Também numa ação controlada, a Polícia Federal documentou o repasse do dinheiro do empresário ao Frederico Pacheco de Medeiros, primo e ex-coordenador da campanha do senador.

Adriana Lima/Adriana Lima/GES-Especial
Ato na Praça do Imigrante pediu a renúncia do presidente Michel Temer, em Novo Hamburgo

Mas, apesar do clima de terra arrasada criado pelas contundentes delações de 78 executivos da Odebrecht e dos donos da JBS, Janot tem uma visão otimista da realidade brasileira. Para ele, o combate a corrupção está prestes a atingir seu "ponto de inflexão". Ele entende também que, apesar do quadro repulsivo, dos desvios de dinheiro de forma quase banal, o resultado final "será muito produtivo". Para Janot, o processo civilizatório está em plena evolução e é importante ter uma visão positiva sobre os fatos.

"Quanto mais lamentável for a situação do País, tanto mais estaremos no dever de não perder a fé no seu destino", afirma Janot, citando uma frase do ex-governador da Bahia Octávio Mangabeira, que centrou sua administração (1947-1951) na educação.


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