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Justiça

49 anos de prisão para homem que matou marido da amante em São Leopoldo

Outro acusado foi condenado a 28 anos de reclusão pela morte do homem e de uma criança de 8 anos

Diego da Rosa/Diego da Rosa/GES
Mário Alves Burgdurff,37 anos e Silmar Adilson Lowe, 29, foram julgado quinta-feira
Num salão de júri lotado, os dois acusados pela morte de um homem de 26 anos e da enteada dele, uma criança de 8, receberam a condenação pelos crimes na noite de quinta-feira (18), no Fórum de São Leopoldo.

Silmar Adilson Lowe, 29, foi condenado a 49 anos de reclusão e o tio dele, Mário Alves Burgdurff, 37, a 28 anos de prisão.

Eles foram condenados pelos homicídios, ambos qualificados por terem agido mediante surpresa no ataque armado, circunstância que impossibilitou a defesa das vítimas. Os dois acabaram absolvidos de uma terceira acusação, de tentativa de homicídio. Os advogados de ambos deverão recorrer da sentença.

O crime aconteceu na noite de 12 de agosto de 2014, na Rua Oito, no Loteamento Santa Bárbara, no bairro Campina. Segundo apurado pela polícia na época dos assassinatos o homem estava no carro da família em frente a residência esperando pela esposa para ir fazer compras quando os dois acusados chegaram. A vítima estava sentada no banco do motorista do veículo com o filho do casal, um bebê de sete meses no colo. A menina estava no banco do carona.

Burgdurff teria efetuado, pelo menos, dois disparos de arma de fogo contra o homem, que acabaram atingindo também a menina. O bebê nada sofreu. Ao ouvir os estampidos a esposa da vítima teria saído de dentro de casa, no momento em que Burgdurff atirou contra ela. A mulher não se feriu. Além de ser atingida pelos tiros, a vítima ainda foi ferida a faca, em golpes desferidos por Lowe. Ele morreu no local. A criança ainda chegou a ser socorrida ao Centro de Saúde da Campina, mas não resistiu ao ferimento e faleceu durante atendimento.

Conforme investigado, a motivação para o duplo homicídio teria sido passional em razão de um desentendimento que havia ocorrido anteriormente entre Lowe e a vítima decorrente de um relacionamento extraconjugal da esposa da vítima com o réu. Pouco tempo antes do crime, Lowe, a vítima fatal e a mulher, haviam sido demitidos da padaria onde trabalhavam em Novo Hamburgo por conta de uma briga protagonizada pelos dois homens. Eles teriam entrado em luta corporal dentro do estabelecimento.

Mulher mantém relacionamento com o executor do marido 

O júri, que iniciou às 9 horas, terminou por volta das 20h30. De acordo com o promotor Sérgio Luiz Rodrigues, o réu Burgdurff, recebeu pena menor, pois os jurados entenderam que ao dar o tiro que acertou a criança ele tinha a intenção de matar apenas o homem e não a menina. Para Rodrigues, o resultado foi justo. “As penas foram fixadas de maneira proporcional aos crimes e resultados alcançados pelos dois réus. Eles foram até a residência da vítima, ambos armados, e a atacaram quando ela retirava o carro da garagem com a menina ao lado do caroneiro.

Silmar cortou o pescoço da vítima com uma faca enquanto que Mário atirou pelo menos duas vezes de revólver matando a criança. Duplo homicídio gravíssimo e extremamente reprovável, inclusive pelo componente moral envolvido na motivação, já que Silmar era amante da esposa da vítima e mãe da menina. O que impressiona é o fato da mulher ainda estar mantendo relacionamento com Silmar, responsável pela morte de seu marido e filha, inclusive visitando regularmente ele no presídio. Dentro desse contexto, entendo que os jurados julgados de forma coerente com os fatos e provas informativos dos crimes”, afirma.

Defesas vão recorrer 

Responsável pela defesa de Lowe, o defensor público Lisandro Luis Wottrich, classificou a pena como “absurda” e pretende recorrer. Defensor dativo de Burgdurff, Daniel Kessler, também recorrerá. “Por entendermos que o cálculo do juiz não está amparado na lei e que a pena pode ser reduzida”, explica. Burgdurff e Lowe estão presos desde o início de setembro de 2014. Pelo menos dois quintos da pena deverá ser cumprida em regime fechado antes da progressão para o regime semiaberto.

Já foi notícia 

Na época o crime teve repercussão nos jornais do Grupo Sinos. Um dia depois das mortes o delegado da Delegacia de Homicídios, Vinícios do Valle, já apontava a suspeita da polícia para a motivação passional para os assassinatos, com a identificação dos dois suspeitos. No velório das vítimas, em Estância Velha, o clima foi de consternação. O corpo do homem foi sepultado em Araranguá, Santa Catarina, sua cidade natal. Já o da menina foi sepultado em Pelotas, onde morava o pai biológico .

Identificação das vítimas

O Grupo Sinos não divulga o nome da menina morta para preservar sua privacidade, de acordo com o que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente, no artigo 143. Já em relação ao adulto, o jornal também preserva a identidade dele para não identificar as crianças, respeitando o artigo 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que determina que “o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”.


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