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Vale aprender

Não se aperte lá fora

Falar outro idioma dá independência ao viajante e o livra de muitos perrengues na hora de conhecer outro país

Apesar de ser a sétima língua mais falada no planeta, o Português não é suficiente quando se trata de explorar o mundo. O idioma é usado em áreas de 13 países, mas parece pequeno quando comparado, por exemplo, ao inglês, falado em pelo menos 106 países. Por isso, antes de viajar, é importante também conhecer uma segunda língua. A coordenadora da escola Walk Together Idiomas e do ensino Bilingue do Colégio Sinodal de São Leopoldo, Alessandra Herlin de Bona, destaca que com noções de inglês já é possível se comunicar em qualquer parte do mundo. “Esta é a língua franca, então, quem fala inglês vai poder circular em vários ambientes”, relata.

E ela faz a afirmação a partir a própria experiência de ter morado por dois meses no Japão. Sem saber a língua nipônica, conseguiu independência para sair e fazer compras sozinha, por exemplo, por ser fluente em inglês. “Falar línguas é uma liberdade. Um outro idioma é uma ferramenta que te permite circular nos lugares, fazer amizades, tu não ficas dentro de uma bolha isolado e aprende coisas novas. Isso dá uma outra experiência de viagem, com coisas que não se perceberia se dependesse de um guia ou de outra pessoa para traduzir.” Conhecer outro idioma, enfim, pode ser determinante para que uma viagem tenha bons ou maus momentos. Confira duas histórias ilustrativas.

BASTOU SABER SE COMUNICAR 

Moradora de Novo Hamburgo, a jornalista Dieines Fróis (à direita na foto), 29 anos, quase entrou em apuros

quando viajou a Londres, na Inglaterra, em outubro de 2010. Ela e a amiga, a empresária Carolina Bolzan (também na foto), 27 anos, faziam um mochilão na capital inglesa e acabaram entrando no ônibus errado. “Íamos voltar para o hostel em que estávamos, mas não pegamos a informação de como fazer isso. Uma pessoa na rua indicou esse ônibus e só percebemos que não era o certo quando ele começou a passar por ruas que não conhecíamos”, conta Dieines.

Diante da situação, a única solução possível foi pedir ajuda para as pessoas que estavam dentro do coletivo. Ao explicar para onde precisavam ir, receberam a indicação de como chegar lá. E, ainda, ao descer do ônibus, conseguiram telefonar para a recepcionista do hostel em que estavam hospedadas e também obtiveram recomendações. Na época, as duas estudavam o idioma na Irlanda, onde moravam havia três meses. A visita a Londres durou três dias e rendeu a certeza de que a língua inglesa era muito importante. “Se a gente não soubesse falar, teríamos passado do ponto, descido em outro lugar qualquer e talvez teríamos que gastar uma fortuna com táxi para conseguir voltar”, diz.

CONFUSÕES NA TERRA DOS CANGURUS

Foi logo na ida para a Austrália, em 8 de março deste ano, que começaram as aventuras do

casal Francielle Nielsen, 22 anos, e Diego Bernardes Hugentobler, 23 anos, com a língua inglesa. Sem saber o idioma, ela, que morava em Sapiranga, e ele, residindo em Nova Petrópolis, tiveram até de encarar comida ruim no voo. “Tinha que escolher o almoço, no caso, falar qual das opções. Daí fiquei prestando atenção quando o comissário estava falando com outro passageiro. Durante o diálogo a única palavra que eu entendi foi ‘chicken’ e pensei: é isso que eu vou comer”, conta Francielle.

Quando o comissário a abordou, respondeu apenas “chicken” (frango). Porém, quando eles abriram a embalagem da refeição, tratava-se de moranga com uma espécie de farelos de frango e pedaços de espinafre. “Era muito ruim”, lembra ela, que é formada em Turismo. Ainda no voo, Diego, com formação em curso técnico de Cozinheiro, também passou por apuros. Quando o comissário perguntou o que ele queria beber, respondeu “beer”, sem lembrar que a palavra significava cerveja. “Quando o cara entregou, ele queria devolver, mas não sabia o que dizer. O pior é que ele não toma cerveja”, relata a jovem.

Na terra dos cangurus há pouco mais de dois meses, Francielle passou por outras confusões. Num dia, estava trabalhando em uma casa, limpando um dos banheiros, quando a dona da residência começou a falar várias coisas. “Aí eu disse que depois que terminasse ia para o quarto limpar e ela dizia ‘no, no, no’. Foi quando vi que estava limpando o banheiro errado. Ela tentava me dizer isso, mas eu não compreendia”, diz. Em outra situação, Francielle estava em um ônibus e, por sua causa, quase que um passageiro desceu no destino errado. Ele havia falado algo e ela apenas respondeu “no”, sem compreender. “Depois eu fui entender que ele queria saber se aquele ônibus passava por uma rua”, relembra.


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