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Envelhecer saudável

Com esperança de vida de 75,5 anos, Brasil vive a revolução da longevidade

Dentro deste novo cenário, geriatra destaca que exercícios físicos, como o pilates, são fundamentais para viver mais tempo com qualidade

Gabriela da Silva/Gabriela da Silva/GES-Especial
Regina começou a praticar pilates para parar de tomar remédios e encontrou mais qualidade de vida

O Brasil vive a revolução da longevidade. Hoje, a expectativa de vida da população é de 75,5 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 30 anos a mais do que em 1940, quando a esperança de vida era de 45,5 anos. Com este panorama, acredita-se que nas próximas três décadas, o País esteja tão envelhecido como o Japão, que tem a maior expectativa de vida do mundo: 83,7 anos. Atualmente, são cerca de 23,5 milhões de brasileiros na terceira idade.

“É uma nova etapa pela qual o ser humano está passando. As pessoas estão casando mais tarde, as mulheres têm filhos mais tarde, tudo está sendo atrasado. As pessoas estão vivendo 85, 90, 95 anos e vivendo bem”, descreve o geriatra João Senger. Claro que há implicações sociais envolvidas, mas, segundo o médico, para ter uma qualidade de vida com essa longevidade necessariamente tem que ter exercício físico envolvido. Isso porque depois dos 45 anos a massa muscular começa a se transformar em gordura, o que deixa o corpo mais flácido, com menos força, afetando diretamente o equilíbrio e coordenação. “Aos 90, 95 anos o que sobrou de massa muscular? Se não fizer exercício físico vai chegar com pouca força, com tendência maior a cair, a se tornar dependente, que é tudo o que o ser humano não quer”, comenta.

Gabriela da Silva/Gabriela da Silva/GES-Especial
Aos 71 anos, Edna vive com independência e muita disposição
A professora aposentada Edna da Mota Machado concorda. Aos 71 anos, ela ostenta independência. “Viajo, faço cursos, sou casada, tenho marido e filha, então mantenho a logística da casa, sou católica praticante, participo das atividades da igreja e sou bastante ativa até no WhatsApp”, lista Edna. Com tanta disposição, ela até brinca que tem três idades: a verdadeira, a que os outros lhe dão e a que ela se dá. Essa vitalidade vem também da rotina de exercícios físicos, que inclui sessões semanais de pilates. “Faço há mais de 10 anos. Melhora a postura, o equilíbrio, me trouxe ganhos bastante significativos no dia a dia, além de ser mais um núcleo de amizades que tenho”, comenta.

A fisioterapeuta e instrutora de pilates Cris Mello observa que tem aumentado a procura pela modalidade, principalmente por um público mais jovem. O objetivo? Preparar o corpo para ter, agora e no futuro, a mesma independência e disposição que Edna tem. “O pilates é um remédio para não ter que tomar remédio, para poder usufruir da vida com liberdade, pois trabalha corpo e mente integrados”, destaca Cris. A prática orientada, que atende as necessidades de crianças a idosos, desenvolve equilíbrio, força, flexibilidade, coordenação e concentração.

O geriatra acrescenta que o pilates é um exercício de resistência que pode ser combinado com alguma atividade aeróbica, como caminhada e natação. Ele observa que a perda de massa muscular é inevitável e não acaba com o exercício físico, mas se torna um processo mais lento. “A chance que a gente tem de poder se beneficiar dessa revolução da longevidade é poder chegar lá com uma condição boa, é fazer exercício. Fumar faz mal, obesidade faz mal, mas o que vai fazer a grande diferença no idoso é atividade física. As pessoas precisam ter isso bem claro. Não ficar dependente vai passar pelas decisões que a pessoa vai ter durante a vida, o final vai ser consequência do que escolheu”.

Rotina ativa

O exercício físico é fundamental para uma vida longa com qualidade, principalmente por prevenir doenças do sistema circulatório e do coração, comuns na velhice. “Se tivesse um fato para escolher em termos de envelhecer bem, entre alimentação, tomar remédio e exercício físico, o mais importante é o exercício. Em termos de prevenção é a melhor coisa e não tem efeito colateral”, enfatiza o geriatra João Senger. Mas só fazer caminhada não basta. O médico explica que o exercício aeróbico, como caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta, dá elasticidade ao corpo, mas não muita massa muscular. “A gente precisa ter exercícios de resistência, anaeróbicos, que não consomem tanto oxigênio, mas criam músculo, e aí entra o pilates, academia, musculação”, diz. O ideal é começar a praticar exercícios cedo e fazer as duas coisas, aeróbico e anaeróbico, para que se complementem. Para idosos, recomenda-se que a frequência de exercícios seja de três a quatro vezes por semana, em períodos de 30 a 40 minutos, o que diminui o tempo de desgaste e a recuperação é mais rápida. Tudo sempre sob orientação, alerta Senger, considerando as características e limitações de cada pessoa e o que é mais indicado para ela.

Em família... e sem remédios

Gabriela da Silva/GES-Especial
Pensando no futuro, Júlia pratica diferentes esportes
A aposentada Regina Schuh dos Reis, 52, procurou o pilates para tratar uma tendinose nos ombros*, mas, além da solução para o problema, encontrou mais disposição, mais autoestima, menos ansiedade e uma postura melhor. “Comecei a fazer justamente para deixar de tomar anti-inflamatório, parar com remédios, terminar uma fase e começar outra. O pilates foi uma melhora de vida”, afirma. Há quase três anos, ela pratica a modalidade duas vezes por semana e se diz mais disposta nos dias em que faz os exercícios. “O dia rende, é outro pique. Na hora da aula, tu tem que se concentrar, vai no teu tempo, te faz conhecer bastante o teu corpo, percebe até como está tua respiração”, descreve. Regina gosta tanto que já conquistou a companhia da filha, a estudante de Relações Públicas Júlia Schuh dos Reis, 26, no pilates. “Pratico futsal, vôlei, muay thai, e o pilates me ajuda a ter um preparo melhor para os outros esportes, além de me dar mais energia”, comenta. Praticar exercícios físicos é um hábito que a universitária tem desde criança e pretende manter ainda por muito tempo. “Quando se fala em cuidados para envelhecer, se pensa muito na questão financeira, mas não pensa em saúde. Só que se não tiver saúde, vai acabar gastando o dinheiro que guardou com remédio”.

*Tendinose é um processo de destruição do tendão que pode ocorrer como consequência de uma tendinite (inflamação ao redor do tendão) que tornou-se crônica.

Você sabia?

Santa Catarina é o Estado com o maior média de expectativa de vida do Brasil: 78,7 anos. Logo depois vem Espírito Santo (77,9), Distrito Federal (77,8) e São Paulo (77,8). O Rio Grande do Sul surge na sequência, com a média de 77,5 anos. Conforme pesquisa do IBGE, o Estado com a menor expectativa de vida é o Maranhão: 70,3 anos.

Benefícios do pilates

Alívio de dores

Melhora equilíbrio

Melhora o condicionamento físico

Proporciona consciência corporal

Corrige a postura

Trabalha os músculos profundos

Previne lesões

Melhora reflexos

Ganho de força muscular

Melhora da autoestima

Fortalece músculos das pernas e costas


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