Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Gastroenterologia

Parasitoses atingem 50% das crianças brasileiras

Campanha alerta para importância da higiene pessoal, limpeza doméstica e boas condições de saneamento básico para evitar doenças

Alan Machado/Alan Machado/GES
Formas de transmissão variam conforme o tipo de parasita

Lavar bem as mãos e tomar banho diariamente são apenas algumas das medidas que devem ser adotadas como hábito para prevenir as parasitoses, como a teníase, por exemplo, conhecida popularmente como Solitária. Afinal, estas infecções causadas por parasitas intestinais estão relacionadas à falta ou má qualidade de saneamento básico e de higiene pessoal e domiciliar. No Brasil, cerca de 33% da população adulta sofre com algum tipo de parasitose, enquanto entre as crianças a incidência é de 50%. A presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SP-RS), Cristina Targa Ferreira, destaca que o problema no País já é considerado endêmico pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A gastroenterologista pediatra alerta que as doenças provenientes das parasitoses são causadas por agentes infecto-parasitários que produzem sérios danos físico, cognitivo e socioeconômico em crianças e adolescentes, principalmente, em comunidades de baixa renda. “As crianças devem ser o principal alvo de controle das parasitoses, pois são as que mais sofrem os efeitos negativos dos parasitas e atuam como vetores na manutenção da transmissão. Estudos também apontam elevada frequência de poliparasitismo em crianças de creches públicas e privadas, e escolares de diversas regiões urbanas. Esses dados apontam para a importância do foco urbano na epidemiologia das parasitoses intestinais em crianças. A creche por ser local de aglomeração de crianças é um ambiente fortemente expositor ao problema”, observa Cristina. Ela comenta que os pequenos acabam se tornando mais vulneráveis por não terem ainda hábitos de higiene desenvolvidos como os adultos, como não lavar as mãos corretamente e até comer coisas do chão.

As infecções, além de causarem importante impacto negativo na vida da criança, ainda podem levar a óbito nas populações vulneráveis. “A parasitose pode causar desde sintomas inespecíficos, como dores abdominais, diarreia e gases, até sintomas mais importantes que vão prejudicar o crescimento e desenvolvimento da criança”, ressalta a médica.

Transmissão

Cristina explica que quando alguém da família desenvolve uma parasitose, não significa que todos os demais membros também tenham o problema, mas a chance de ter é maior. As formas de transmissão variam conforme o tipo de parasita e pode acontecer de duas formas: por meio da contaminação oral ou através da penetração de larvas na pele. A reprodução dos parasitas acontece por meio de ovos, que geram uma larva em seu interior. Portanto, quando a larva permanece dentro do ovo só existe uma maneira de infectar um novo hospedeiro, que é pela ingestão de alimentos, água e mãos contaminadas em contato com a boca. Quando as larvas de determinados parasitas (Ancilostomídeos, S. stercoralis) se encontram no ambiente, no lixo ou nas fezes de animais, por exemplo, a transmissão pode ocorrer através da pele, que entra em contato com essas larvas ao se andar descalço ou manusear lixo de forma inadequada. Para evitar que isso aconteça, é fundamental que ações preventivas simples sejam tomadas, como ter uma boa higiene pessoal, manter a casa limpa e lavar bem os alimentos antes de consumi-los.

Francine Malessa/Divulgação
Lavar as mãos é um dos principais hábitos necessários para evitar contaminação por parasitas

Pode atingir a todos

Embora mais prevalentes nas regiões carentes de saneamento básico, as parasitoses atingem todas as camadas socioeconômicas da população, nas diversas faixas etárias. Mesmo as pessoas cuidadosas com a higiene pessoal e familiar e que vivem em regiões de saneamento adequadas estão expostas às parasitoses intestinais. Isso porque estão em contato com outras pessoas que podem estar infectadas, seja na rua, em casa, no trabalho, na praia ou em qualquer lugar. Enquanto os ancilostomídeos atingem especialmente populações rurais, os protozoários Giardia lamblia e Cryptosporidium e os helmintos A.lumbricoides e T. trichiura são mais frequentes em regiões urbanas, sendo o Giardia lamblia o parasita mais prevalente em crianças que frequentam creches, mesmo nos países desenvolvidos - pode acarretar surtos de diarréia aguda e complicações como diarréia persistente e má-absorção. Já o Cryptosporidium sp., assim como a Giardia, é um protozoário transmitido por água contaminada, animais domésticos e contato pessoa a pessoa , comum em aglomerações de crianças de áreas urbanas. Atualmente está entre as principais causas de diarréia em crianças do mundo todo.

Campanha

Alertar para medidas de higiene que ajudam a prevenir as parasitoses é o foco do Movimento Brasil sem Parasitose, promovido pela Federação Brasileira de Gastroenterologia, com apoio da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. A ação começou no dia 29 de março e deve passar por cidades de todas as regiões do País até junho. Informações: www.brasilsemparasitose.com.br

Prevenção

Saneamento básico

Tratamento e fornecimento de água potável

Eliminação dos focos de contaminação (lixo e esgoto a céu aberto)

Coleta de lixo

Implantação de sistemas de tratamento de esgoto

Educação da população sobre a prevenção

Higiene pessoal

Lavar bem as mãos, com água e sabão, antes das refeições e após usar o banheiro

Manter as unhas aparadas, evitando colocar a mão na boca

Tomar banho diariamente

Lavar bem as roupas íntimas e de cama, se possível com água fervida

Andar sempre calçado, principalmente nas áreas onde não há esgoto encanado.

Evitar brejos e água parada

Higiene doméstica

Manter a casa e o terreno em volta sempre limpos, evitando a presença de moscas e outros insetos

Manter os cestos de lixo e a caixa d’água sempre bem fechados

Não deixar as crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou água poluída

Evitar animais dentro de casa. Quando tiver, cuidar da higiene deles, dos locais onde costumam ficar e não esquecer de levá-los periodicamente ao veterinário

Sintomas

Dores abdominais

Diarreia

Gases

Falta de apetite

Perda de peso

Náuseas e vômitos,

Tosse

Febre

Falta de ar

Anemia

Coceira no ânus

Vontade de comer coisas diferentes, como terra, areia e tijolo


PUBLICIDADE

WEBTV

PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS