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Nutrologia

Nível de ferritina elevado indica necessidade de mudança de hábitos

Mais comum entre homens, alteração está relacionada a processos inflamatórios e ao desenvolvimento de doenças como diabetes

Exames de rotina fizeram o empresário Marcus Valdir Nied, 50 anos, descobrir um mal até então silencioso: a hiperferritinemia (ferritina elevada), problema sério que aumenta o risco de doenças como diabetes. “Tu não nota. Tem, mas não sabe. Dá cansaço, não consegue perder peso”, comenta. A partir do diagnóstico, Nied teve de adotar novos hábitos alimentares e passou a praticar exercícios físicos regularmente. “Sempre fui muito ativo, jogava futebol, andava de bicicleta, mas por uns seis anos parei geral, estava sedentário, e aí foi quando engordei uns 20 quilos”, lembra.

O nutrólogo e clínico geral Leandro Minozzo explica que a ferritina é uma proteína que transporta e armazena ferro no sangue. “Sua função também é de proteger as células do corpo dos efeitos tóxico do ferro. Além disso, participa de respostas inflamatórias diversas, ou seja, pode estar elevada sem haver relação com os níveis de ferro”, esclarece. Assim, quando há uma gripe, pneumonia, câncer, gastroenterite e até um simples resfriado os níveis de ferritina sobem rapidamente. Entre as outras causas cada vez mais presentes para hiperferritinemia estão a obesidade e síndrome metabólica (combinação entre acúmulo de gordura visceral, resistência insulínica, hipertensão arterial e alterações nos níveis de colesterol e triglicérides), além do alcoolismo e doenças do fígado, como a cirrose, as hepatites e a esteatose (acúmulo de gordura no fígado).

“Até há pouco tempo, a hiperferritinemia não era considerada como problema sério que é. Hoje sabemos que é um marcador de risco para doenças que assustam”, observa o médico. Os homens representam a maioria dos casos. “Provavelmente devido aos maus hábitos alimentares e ao fato das mulheres perderem quantidade de ferro pela menstruação e nas gestações. Há, no entanto, mulheres que também apresentam o problema, em especial após a menopausa”, diz. Normalmente, a alteração causa cansaço, dores articulares e abdominais. “Quando já há prejuízo metabólico, como redução da testosterona, podem surgir a diminuição acentuada da libido e a disfunção erétil”, acrescenta Minozzo. Para o médico, o mais importante a saber é que elevados níveis de ferritina são sempre um sinal de que o metabolismo não vai bem e indicam urgência na mudança de estilo de vida.

Gabriela da Silva/GES-Especial
Marcus adotou novo cardápio no dia a dia e voltou a praticar exercícios

Dieta individualizada

A dieta para casos de ferritina elevada tem de ser individualizada, pois nem sempre se deve cortar todos os alimentos que contêm ferro. “Condições metabólicas diversas favorecem o descontrole do fígado em lidar com o metal. Através da produção de um hormônio chamado hepcidina, é o fígado que está entre os responsáveis por esse controle. A hepcidina ajuda o organismo a diminuir os níveis de ferro. Um tipo de açúcar, no entanto, chamado frutose, prejudica o funcionamento do órgão e leva tanto ao aumento nos níveis de ferritina, como nos de ácido úrico, de gordura intra-hepática e causa resistência insulínica”, exemplifica Minozzo. Segundo ele, isso explica o fato de pessoas que não consomem grande quantidade de carne vermelha apresentarem ferritina alta – basta que consumam refrigerantes, sucos de caixinha, doces, mel e frutas em excesso. Outro vilão na forma como o fígado lida com o ferro é o consumo em excesso de gordura saturada, encontrada em frituras, alimentos congelados, biscoitos, sorvetes e fast food em geral.

Indicador de risco

Uma das funções da ferritina é ser um marcador de processos inflamatórios. Assim, um nível elevado da substância indica que há algo de errado no organismo. Além disso, o excesso de ferritina está associado ao risco de desenvolvimento de diabetes. O nutrólogo Leandro Minozzo cita um estudo coreano, de 2013, que acompanhou 2 mil homens ao longo de quatro anos. Aqueles que apresentavam níveis elevados de ferritina tiveram um risco duas vezes maior de se tornarem diabéticos. O nível normal de ferritina para mulheres é de até 200 ng/ml (nanogramos por mililitro) e até 300 ng/ml para homens.

Gabriela da Silva/GES-Especial
Sangria é feita para normalizar os níveis de ferritina
Requisição médica

O Hemovida, banco de sangue do Hospital Regina, atende cerca de 10 pacientes por dia para o processo de sangria, quando o sangue é retirado para que haja uma renovação sanguínea. A maioria são homens com nível de ferritina elevado, diz a enfermeira Nádia Ew Baccarin. Ela explica que a quantidade de sangue coletado e o número de sessões depende do que foi requisitado pelo médico. “Depois, para depois se tornar um doador voluntário, é preciso autorização, indicando que a pessoa está apta para doação”, alerta Nádia.

Renovação do sangue

Além das mudanças na alimentação e exercícios físicos, o comerciante Marcus Nied também teve de fazer o procedimento de sangria para normalizar os níveis de ferritina. “São retirados entre 400 a 450 ml de sangue numa periodicidade que precisa ser individualizada”, comenta o doutor Minozzo. Nied, que já fez as sessões necessárias, agora se prepara para ser um doador. “Com a sangria, o sangue retirado não é aproveitado. Agora que está mais limpo, posso ser um doador. Faz o sangue renovar e ao mesmo tempo posso ajudar alguém”, comemora.

Excesso de ferro e doenças degenerativas

Diferente da ferritina elevada, o excesso de ferro provoca acúmulo de radicais livres no funcionamento de diversos órgãos e no desenvolvimento de doenças degenerativas. “Numa passada rápida, destaco danos principalmente ao fígado (onde se concentra 90% do ferro no organismo), coração e vasos sanguíneos, articulações, glândulas como tireoide, pâncreas e testículos. Entre essas doenças degenerativas, cito a aterosclerose (acúmulo de gordura nas artérias), o diabetes e a doença de Alzheimer”, enfatiza Minozzo. Há também aumento no risco de desenvolvimento de alguns cânceres e envelhecimento precoce.

Você sabia?

Consumir café e chá verde logo após uma refeição contendo ferro diminui a absorção do metal. Já alimentos ricos em vitamina C estimulam a absorção de ferro.

Medidas para redução da ferritina

- Dieta com no máximo 7% de valor calórico proveniente de gordura saturada

- Baixa quantidade de frutose – um tipo de açúcar que o grande vilão da saúde, em especial do fígado

- Preferir carboidratos com baixo índice glicêmico

- Controlar o nível de sódio (1500 mg ao dia) – não quer dizer eliminá-lo da dieta!

- Ingerir pelo menos 30 gramas de fibras ao dia

- Dieta com níveis adequados de ácidos graxos poli-insaturados, em especial ômega-3

- Controlar a quantidade de ferro ingerida

- Restrição ao consumo de bebidas alcoólicas (máximo de uma dose ao dia)

- Indicação de exercícios aeróbicos

- Buscar o emagrecimento de pelo menos 5 a 10% do peso corporal

- Comer sempre muito devagar!

Fonte: Leandro Minozzo


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