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Psicomotricidade

Brincar é essencial na primeira infância

Atividades promovem desenvolvimento global da criança

Gabriela da Silva/GES-Especial
Encontros entre mães e bebês enfatizam atividades de desenvolvimento da psicomotricidade
Brincar é muito mais do que um momento divertido, de entretenimento para a criança. A brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento, pois é através dela que os pequenos aprendem, experimentam o mundo, possibilidades, relações sociais, trabalham autonomia e organizam emoções. É tão importante na infância quanto é o trabalho na vida adulta. “É a partir da brincadeira que se tornam e se constituem sujeitos, elaboram conflitos e situações vividas. Através da brincadeira a criança desenvolve a imaginação e a criatividade”, enfatiza a fisioterapeuta e psicomotricista Daisy Eckhard Bondan. Ela aponta que, para bebês, as brincadeiras essenciais para sua constituição psíquica e global são as aquelas que acontecem no laço com a mãe. “Brincadeiras que estruturam o sujeito, para reconhecimento de si, do outro e do meio. Após este momento de descoberta, abre-se espaço para a entrada de outras formas de brincar: o brincar com o corpo, o brincar de imaginar, o brincar de jogos de regras”, descreve.

A interação proporcionada por brincadeiras permite, ainda, a formação e o fortalecimento de vínculos, tanto nos laços fraternos quanto com outras crianças e no grupo social, afirma a profissional que faz parte da equipe multidisciplinar da clínica Espaço Global, de Novo Hamburgo. O local propõe encontros destinados a pais e bebês que incentivam estas relações e enfatizam atividades de desenvolvimento da psicomotricidade na primeira infância, que, a um primeiro olhar, podem parecer simples brincadeiras. “É um momento dedicado às crianças, em que se fortalece também o laço com as mães”, acrescenta a fisioterapeuta Stelen Bondan. Nos grupos, são abordadas questões como a importância de colocar a criança em contato com o chão, o quão necessário é o “brincar” com a comida, assim como a prevenção de doenças, como problemas respiratórios, e a troca de experiências entre os pais. “Em cada encontro, utilizamos elementos diferentes para estímulos diferentes”, diz Stelen.

Gabriela da Silva/Gabriela da Silva/GES-Especial
Mãe de Gabriel, 8 meses, Karina diz que atividade ajuda a saber o que é estímulo ou não em cada fase
Saber o que é estímulo

A farmacêutica Ana Claudia Bondan Reinehr, 34 anos, mãe do pequeno Bruno, de 10 meses, conheceu a proposta de atendimento recentemente. “Achei bem interessante. Porque a gente fica meio perdida com eles, não sabe como estimular, o que fazer. E assim percebi que podemos estimular o desenvolvimento com pequenas coisas. É importante ter um tempo para ficar com ele, quando tem essa dedicação se nota uma evolução muito grande”, comenta. A analista de exportação Karina Schmitz, 42 anos, mãe de Gabriel, 8 meses, concorda: “A gente acaba sabendo o que é estímulo ou não em cada fase. Sem contar a convivência com outras crianças”. Elas participaram de um dos encontros junto com a dona de casa Júlia Schmidt, 21 anos, e a filha Amélie, 9 meses, e a funcionária pública Fernanda Ritter, 37 anos, e o filho Alexandre, 9 meses. Os grupos são divididos em bebês de 3 a 6 meses, 8 meses a 1 ano e acima de 1 ano.

Para entender a psicomotricidade

A psicomotricidade é uma atividade baseada no brincar, que permite à criança expressar suas dificuldades e ajudá-la a superá-las, impulsionando processos de aprendizagem. É um atendimento voltado para bebês e crianças pequenas junto com seus responsáveis (pais, avós...). “Inclui compreendê-la no processo de amadurecimento neurológico, em suas construções motoras, sensoriais, em seu processo de construção da inteligência e, principalmente, atenta para sua constituição psíquica”, destaca Daisy. O trabalho do psicomotricista é possibilitar um tempo e um espaço para que a criança, de forma espontânea e criativa, possa expressar seu potencial motor, cognitivo, afetivo, social e relacional, melhorando o seu desenvolvimento global. Normalmente, é algo feito em conjunto com profissionais da área da fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e psicopedagogia.


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