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Fonoaudiologia

Apraxia: quando falar se torna um desafio para a criança

Causas e o tratamento são pouco conhecidos no Brasil

Divulgação/Divulgação
Fonoaudiólogas Vanessa Henrich e Augusta Roth Valentini
A criança compreende tudo o que lhe dizem, mas é quietinha, vocaliza e balbucia pouco. Quando quer se expressar, tem dificuldade em produzir as vogais, troca E por A, e pouco consegue imitar palavras e frases. Estes podem ser alguns sinais de apraxia de fala na infância. As fonoaudiólogas Vanessa Henrich e Augusta Roth Valentini destacam que as causas e o tratamento são pouco conhecidos no Brasil e, por isso, muitas crianças com apraxia acabam não recebendo o atendimento adequado. Aproveitando que 14 de maio foi o Dia da Conscientização da Apraxia de Fala, as profissionais explicam, na entrevista abaixo, como o distúrbio se manifesta e como os pais podem lidar com a questão.

O que é a apraxia de fala na infância?

A apraxia de fala na infância é um distúrbio motor que afeta gravemente a habilidade das crianças de programar e produzir a sequência dos sons da fala. Sabemos que as crianças com apraxia têm consciência da sua dificuldade, pois compreendem muito bem a linguagem, sabem o querem dizer, mas não conseguem articular as sílabas e palavras de forma clara para que as outras pessoas possam entendê-las.

Qual a relação da apraxia com atraso na fala?

Quando a criança nasce, os movimentos de lábios, língua e mandíbula ainda não estão plenamente estabelecidos. É durante o desenvolvimento infantil que estes movimentos vão tornando-se mais refinados, precisos e coordenados para produzir a fala com eficiência. Em casos de apraxia, este refinamento não ocorre e, portanto, compromete a produção dos sons, sílabas e o encadeamento delas em palavras e frases. Com isso, a criança não atinge os marcos do desenvolvimento de linguagem esperados para cada faixa etária.

É um problema comum?

Estima-se que de uma a duas crianças a cada mil podem apresentar apraxia de fala na infância. Não é um distúrbio comum, nem todas as crianças com alterações de linguagem ou fala têm apraxia. No entanto, o diagnóstico de apraxia não é muito reconhecido no Brasil e, por este motivo, há muitas crianças com apraxia que não recebem o diagnóstico, nem o tratamento adequado para que consigam se comunicar oralmente.

Qual é a causa da apraxia?

Para que ocorra o ato de fala, as pessoas necessitam de processos cerebrais complexos para controlar o movimento dos músculos da face, lábios, língua e laringe. Estes processos envolvem mecanismos cerebrais específicos que precisam estar integrados para que seja possível planejar e executar a fala. Quando existem falhas na integração destes processos, ocorrem distúrbios motores que se caracterizam pela dificuldade de programar e planejar os movimentos articulatórios necessários para a produção correta da fala. A apraxia pode estar associada a desordens neurodesenvolvimentais complexas de etiologia conhecida ou não, ou com um distúrbio neurogênico idiopático (sem causa definida).

Como os pais podem lidar com isso?

A primeira etapa é que os pais compreendam e acolham a dificuldade da criança, entendam que não se trata de preguiça ou falta de dedicação para falar. É muito importante que a criança sinta-se aceita. A segunda etapa é procurar ajuda, o fonoaudiólogo é o profissional mais indicado para avaliar a fala e a linguagem de crianças. Caso necessário, ele poderá sugerir outros profissionais para atendimentos multidisciplinares. Os pais podem auxiliar a criança chamando atenção para os movimentos da boca, colocando brinquedos e objetos próximos da face, falando devagar e precisamente.

Sinais de apraxia

Fala limitada e não inteligível (não é claro);

Pobre repertório de vogais e consoantes;

Podem parecer se esforçar ou procurar a melhor forma para produzir uma sílaba ou palavra;

Produz sons em alguns contextos e em outros não (exemplo: fala “cocó”, mas não fala “ copo”)

Compreendem tudo, mas não conseguem falar e serem compreendidos;

Quanto maior a palavra, mais difícil de a criança falar sem erros;

Fala as palavras de formas diferentes todas as vezes que vai tentar pronunciá-las.

Fonte: Abrapraxia

No que prestar atenção em cada fase

Para possibilitar o diagnóstico precoce das alterações de fala e linguagem, é importante observar alguns marcos do desenvolvimento da criança que são esperados por idade e podem indicar atraso.

1 ano: a criança deve estar falando as primeiras palavrinhas com significado como “papá” e “mamá”.

2 anos: a criança deve estar combinando palavras para formar pequenas frases como “dá mamá”, “vem auau”; deve tentar imitar a fala do adulto e olhar nos seus olhos enquanto escuta uma mensagem.

3 anos: espera-se que mesmo com alguns erros na produção de fala a criança já seja capaz de se comunicar com adultos que não pertencem ao seu círculo familiar e são capazes de compreendê-la; devem demonstrar intenção de se comunicar com outras pessoas; já compreendem e se interessam por brincadeiras.

4 anos: a criança já deve ter um vocabulário rico, falar frases corretas e apresentar poucos erros na produção de fala. A criança já consegue contar histórias, narrar fatos ser plenamente compreendida por qualquer pessoa.

5 anos: a fala da criança já deve estar completamente organizada. Não devem mais aparecer erros de produção de fala.


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