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Gastroenterologia

Maio colorido de roxo para conscientizar sobre doenças intestinais

Problema pode surgir em qualquer idade e pode acarretar grande limitação da qualidade de vida

Divulgação/Divulgação
Daniel Lemons da Silva, gastroenterologista do Centro Clínico Gaúcho
Assim como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que alertam para o câncer de mama e de próstata, respectivamente, o mês de maio se colore de roxo para falar sobre cuidados com a saúde e conscientizar sobre doenças inflamatórias intestinais. O ponto alto do Maio Roxo ocorre no dia 19, com o World IBD Day (Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal). Estima-se que mais de cinco milhões de pessoas tenham algum problema relacionado a estas doenças no mundo. “São doenças crônicas de origem autoimune que causam inflamação no sistema digestivo, predominantemente no intestino. Elas podem surgir em qualquer idade e podem acarretar grande limitação da qualidade de vida e da capacidade produtiva”, explica o gastroenterologista do Centro Clínico Gaúcho Daniel Lemons da Silva. Existem dois tipos conhecidos: a Retocolite Ulcerativa (RCU) e a Doença de Crohn (DC). Enquanto a primeira ocorre exclusivamente no intestino grosso (reto e cólon), a Doença de Crohn pode acometer qualquer parte do sistema digestivo (da boca ao ânus), embora seja mais comum nos intestinos grosso e delgado.

Daniel explica que estas doenças são consequência de uma resposta anormal do sistema imune, que passa a atacar o intestino e a sua flora intestinal. Existem fatores genéticos que a predispõem, mas ela só é desencadeada a partir de fatores ambientais, ainda não bem conhecidos.

Sintomas e tratamento

O sintoma mais frequente das doenças inflamatórias do intestino é a diarreia crônica, mas dor abdominal, sangramento nas evacuações, febre e perda de peso não são incomuns. Além de sintomas digestivos, alguns pacientes apresentam, ainda, aftas, dores articulares, dor na coluna e lesões de pele. O tratamento, de longo prazo, é feito com medicamentos para ajudar a induzir e manter o controle da inflamação do sistema digestivo, melhorando os sintomas e evitando complicações futuras. “Não raro, existe a necessidade de intervenções cirúrgicas, em especial para manejo de complicações, como fístulas na região perianal e estenoses (estreitamentos) do intestino. Há também importante benefício no cuidado multidisciplinar, em especial nos aspectos nutricionais e psicológicos”, diz o gastroenterologista.

A Doença Inflamatória Intestinal pode ocorrer em ambos os sexos e em qualquer idade, incluindo crianças e idosos. “A RCU parece ser discretamente mais frequente em homens entre os 30 e 40 anos de idade. Já a DC é mais comum em mulheres, sendo o pico de incidência entre os 20 e os 30 anos”, acrescenta o médico.

À espera de respostas

Ainda não há cura para doenças inflamatórias intestinais, somente controle. “Existem grandes lacunas no conhecimento sobre a origem e os mecanismos de perpetuação da doença, a despeito do progressivo aumento nas pesquisas científicas acerca dela”, comenta Silva. Além disso, ainda não há comprovação de medidas efetivas para prevenir o surgimento da DC. “No entanto, o tabagismo e o uso de alguns remédios anti-inflamatórios devem ser evitados, pois podem exacerbar a doença nos pacientes predispostos”, finaliza Daniel.


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