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Mato Grosso do Sul

Pantanal: o Brasil alagado

Maior planície inundável do mundo é o país em sua essência: fauna, flora e muito sol

O dia que começa diz de pronto o lugar em que se está e, no caso dos filhos desta terra, de onde se vem. É o verde das matas, o azul de um céu sem nuvens e o amarelo quente do sol recém acordado que anunciam: o Brasil inteiro está nas águas do Pantanal. Ocupando uma área de aproximadamente 150 mil quilômetros quadrados, a maior planície inundável do mundo se espalha pelo estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

E é no noroeste deste último, a cerca de 400 quilômetros de Campo Grande, que fica a chamada capital pantaneira, Corumbá, cujo centro urbano está localizado junto à fronteira com a Bolívia. Mas o mais importante ali está distante, sob a proteção das árvores, abundantes em todo o canto. É em torno delas que o Pantanal celebra a vida em sua mais pura essência, longe do asfalto e do barulho das cidades.

Para turistas, que em maioria são estrangeiros, pousadas oferecem uma série de modalidades de hospedagem, em pacotes de duas a três noites que incluem diversos passeios pela área alagada. É possível sair no escuro e observar animais de hábitos noturnos, navegar pelos rios logo após o amanhecer, pescar piranhas e ainda desbravar as florestas a pé ou andando a cavalo. Todas as opções cumprem com sucesso o objetivo de aproximar o visitante da natureza.

Mas, o que talvez mais proporcione isso, é o simples ato de contemplar a imensidão verde que rodeia quem pisa as terras pantaneiras. Apreciar um bando de tucanos cortando o céu com suas pequenas asas pretas e grandes bicos amarelos é um espetáculo à parte. Junto deles, se destacam as multicoloridas e sonoras araras, além da ave símbolo do Pantanal, o tuiuiú, em geral encontrado enquanto procura alimento em meio às áreas alagadas. Jacarés, apesar de sua força, são tão abundantes nas beiradas de rios que chegam a virar amigos de quem passa. Para completar a fauna característica da região, alguns sortudos voltam para casa com a conquista de ver de perto uma onça pintada. Mas, rainha absoluta, só aparece para poucos e quando quer.

Com suas gigantes fauna e flora, energizadas de dia pela luz do sol e, à noite, por todas as estrelas que fazem brilhar o céu junto da lua, o Pantanal é a casa de quem busca paz. É impossível sair de lá sem ter a alma purificada e renovada.

COMO CHEGAR

Para quem vem de outros estados ou países, o principal acesso se dá pelo Aeroporto Internacional de Campo Grande, atendido principalmente pelas companhias áreas Avianca, Azul, Gol e Latam. De lá, as pousadas pantaneiras oferecem transfer em carro ou van, que leva em média de quatro a cinco horas para concluir o trajeto.

Outra opção é a rodoviária de Campo Grande, que tem ônibus para as cidades do Pantanal com as empresas Andorinha e Cruzeiro do Sul. Entretanto, como as pousadas ficam em áreas rurais, a chegada a partir das rodoviárias também exige algum outro transporte para sair dos centros urbanos.

Há ainda a alternativa de fazer o trajeto em carros, próprios ou alugados. A rodovia que faz a ligação entre Campo Grande e o Pantanal é a BR-262, basta seguir por ela até o acesso ao local de hospedagem. É asfaltada, em pista simples, muito bem conservada e repleta de controladores de velocidade, instalados para evitar a morte de animais que acabam cruzando a rodovia. Somente estradas paralelas, como a Estrada Parque Pantanal, são de chão batido.

QUANTO CUSTA

O gasto com uma viagem ao Pantanal depende, principalmente, do estilo de viagem desejado. Há pousadas com pacotes de hospedagem com pensão completa e quatro passeios inclusos a partir de 520 reais (opção de dormir duas noites no camping, em barraca ou quarto compartilhado). Outras, com quarto privativo e diversas comodidades, chegam a custar até R$ 2,3 mil a diária. Importante destacar que, em geral, os valores incluem as três principais refeições do dia, hospedagem e passeios. Já o gasto com transporte depende da companhia aérea ou rodoviária contratada. O transfer de van entre o aeroporto e as pousadas em Corumbá custa em média 100 reais.

GASTRONOMIA

A gastronomia pantaneira possui um cardápio que sofreu influência de outros países sul-americanos. Destacam-se os peixes pacu, pintado e dourado, que podem ser fritos, cozidos ou assados, além do tradicional caldo de piranha. O churrasco com mandioca e a carne seca, o tereré (erva-mate servida gelada em uma espécie de cuia feitas com chifre de boi), a chipa, a sopa paraguaia, a saltenha e a bocaiúva também fazem parte dos pratos típicos do Pantanal.

VARIAÇÃO CLIMÁTICA

A temperatura média no verão é de 30 graus e, no inverno, de 10 graus. O clima é tropical semi-úmido. Na região, as estações do ano são bem definidas, com verão bem quente e inverno muito frio. Entretanto, há variações climáticas a cada mês, que conferem características ainda mais especiais ao Pantanal. 

Janeiro e fevereiro - Período das cheias onde os passeios de barco são o ponto forte para contemplar toda a flora pantaneira e admirar belas paisagens alagadas;

Março e abril - Período das cheias, rico em flora, principalmente plantas aquáticas, belas paisagens, concentração de mamíferos, início da chegada das aves, clima quente no fim do dia, dias longos, chuvas;

Maio, junho e julho - Período da vazante (transição da cheia para a seca). Época muito rica em aves, principalmente o colheireiro, e também de répteis e pequenos jacarés. As noites são mais frias e dias secos e ensolarados;

Agosto e setembro - Período de nascimento dos filhotes nos ninhais, rios bem mais secos, cores lilás e rosa nos ipês. É período bom para pesca, sem chuvas, com vegetação seca, muitos répteis e mudanças bruscas de temperatura;

Outubro, novembro e dezembro - Preparação da saída das aves do ninhal, concentração de pequenas aves, rios e vegetações secas, clima quente, flores nos aguapés e um belíssimo pôr do sol.

(FONTE: Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul)

O QUE LEVAR

É recomendável ter consigo mochilas pequenas para os passeios, protetor solar, repelente de insetos, capa de chuva (caso vá em época de chuvas), calças compridas para passeios a cavalo, chapéus ou bonés, botas ou tênis, e roupas leves e confortáveis para caminhadas, bem como agasalhos para não ser surpreendido por uma queda brusca de temperatura. Além disso, é indicado ter máquinas fotográficas para registrar tudo e binóculos e lanterna, que podem ser muito úteis especialmente para quem fica em camping.

A vacina contra a febre amarela não é obrigatória, mas a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul aconselha a imunização, a ser feita ao menos dez dias antes de uma viagem ao Pantanal. As vacinas são fornecidas gratuitamente pela Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde em três aeroportos (Guarulhos, Congonhas – SP, Campo Grande – MS), na rodoviária de Corumbá, em postos de vacinação de todo o país e ainda nas divisas dos estados de Mato grosso e Mato Grosso do Sul.

 

Um feriado no Pantanal

Era para ser um feriadão de Corpus Christi no Uruguai, de carro com as amigas. Mas, como tudo de melhor nesta vida, a viagem ao Pantanal foi decidida de supetão, como a solução para a desistência das minhas companhias à proposta de viagem anterior. Sozinha, decidi conhecer o meu país depois de ver uma borboleta amarela cruzar o meu caminho. Então, organizei tudo em uma noite. Seis dias depois, embarquei em Porto Alegre rumo a Campo Grande. Por sorte, achei na internet a Pousada Santa Clara, localizada em Corumbá, e fui muito bem atendida lá, em tudo.

Como cheguei a Campo Grande na madrugada, fiz pernoite no Hostel Santa Clara, vinculado à pousada e, pela manhã parti com o transfer em direção ao Pantanal. Minha opção foi o pacote de três dias e duas noites no camping, com quatro passeios e refeições inclusas, ao custo de 520 reais. Gastei mais 200 reais com o transporte e 36 reais com algumas lembrancinhas que comprei lá. Além das passagens aéreas (preço varia conforme o período) e o transporte entre o aeroporto e o hostel (18 reais). A viagem foi, portanto, bem confortável ao bolso.

Antes de chegar, já havia visto jacarés na beira dos rios que cortam a estrada, além de tucanos dançando no céu. Já na área da pousada, que ocupa 1,7 mil hectares, montei a minha barraca e caminhei descalça na grama. O sol caindo ao fundo do Rio Abobral foi meu primeiro espetáculo, acompanhado pela presença de uma capivara e dos sempre presentes jacarés. Gordinhos, eram três que viviam ali perto da minha casa de final de semana.

À noite, andei no escuro total, entre a área do camping e a recepção da pousada – uma distância de 700 metros – e vi o céu mais estrelado de todos. Pude observar as estrelas piscando e até mesmo a via láctea, aquela poeirinha brilhante que pinta o céu. No caminho, fui iluminada também por uma série de vagalumes. Fantástico.

Pela manhã, andei de barco no Rio Abobral e entrei no Pantanal pela água, sentindo toda a sua verde e alagada imensidão. Foi lindo. À tarde, uma cavalgada, que me rendeu lindas paisagens e boas risadas – meu grupo tinha brasileiros animados e também alguns franceses, menos animados. No dia seguinte, o último passeio foi uma trilha no meio do mato embalada pelo canto de araras vermelhas.

Ainda nem tinha saído de lá e já havia feito a promessa de voltar. Estava cansada, desgastada, ou numa versão mais poética, apagada. O Pantanal acendeu de novo a minha luz.

DICAS

Repelente é o mais importante. Esqueça tudo, mas não esqueça o repelente. Também se recomenda usar roupas claras, porque os insetos são atraídos pelas cores escuras. E eles picam até mesmo entre os tecidos. Esteja protegido.

Se quiser uma hospedagem com preço justo, boa comida (feita em fogão à lenha), passeios divertidos e bonitos e gente amável em todo o canto, recomendo a Pousada Santa Clara, que pode ser contatada pelo WhatsApp (67) 99665-1394 ou e-mail contato@pantanalsantaclara.com.br, além do site www.pantanalsantaclara.com.br.

  • Encontro do Sol com a água
    Foto: Karina Sgarbi/Especial
  • Beleza da paisagem verde e azul no Rio Abobral
    Foto: Karina Sgarbi/Especial
  • Araras são presença garantida por lá
    Foto: Karina Sgarbi/Especial
  • Capivara descansa perto da água
    Foto: Karina Sgarbi/Especial
  • Tucano em meio à natureza
    Foto: Karina Sgarbi/Especial


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