Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
'Guerra contra o terror'

Iraque declara vitória contra o EI na segunda maior cidade do país

Mossul foi 'liberada' após uma batalha de quase nove meses contra os extremistas

AHMAD AL-RUBAYE/AFP
Exército do Iraque afirma ter retomado o controle da cidade de Mossul
O primeiro-ministro iraquiano, Haider Al-Abadi, proclamou neste domingo (9) a vitória de seu exército em Mossul, cidade "liberada" após uma batalha de quase nove meses contra os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI), anunciou seu gabinete em um comunicado.

Abadi "chega a cidade libertada de Mossul e felicita os combatentes heroicos e o povo iraquiano por esta importante vitória", indica o comunicado.

No Twitter do primeiro-ministro foi publicada uma foto de Haider Al-Abadi, vestido em uniforme militar, chegando na segunda maior cidade do país e último grande reduto urbano que ainda era controlado pelos extremistas islâmicos.

Os combates parecem ainda não ter terminado por completo. Disparos de artilharia e ataques aéreos ainda eram audíveis na cidade.

AHMAD AL-RUBAYE/AFP
Mossul foi destruída após um ano de intensos bombardeios

A reconquista de Mossul, cidade transformada pelo EI em seu principal reduto no Iraque, é a mais importante vitória das forças iraquianas desde que o grupo extremista sunita se apoderou em 2014 de vastos territórios no país e na vizinha Síria.

O grupo radical enfrenta ofensivas de uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos nos dois países e perdeu grande parte dos territórios que controlava desde então.

Nos últimos dias, alguns extremistas ainda presentes em Mossul foram cercados em uma área reduzida da Cidade Antiga, ao longo do rio Tigre.

Numa reunião no quartel-geral da Polícia Federal de Mossul, o primeiro ministro mandou "eliminar os últimos (jihadistas) derrotados, estabelecer a segurança e a estabilidade na cidade liberdade e limpar todas as minas e explosivos".

AHMAD AL-RUBAYE/AFP
População comemora "vitória" do exército iraquiano sobre os extremistas do Estado Islâmico

Desde outubro, forças iraquianas tentam retomar a segunda cidade do país. Em janeiro, eles recuperaram o controle da zona leste da cidade e, em fevereiro, lançaram o ataque na zona oeste. Os combates se intensificaram à medida que o cerco se fechava sobre os extremistas na Cidade Antiga, área de ruas estreitas e densamente povoada.

Apoiada por uma campanha de bombardeios aéreos da coalizão, a ofensiva iraquiana reduziu grande parte da cidade a escombros.

Nos últimos dias, foram abatidos os últimos radicais e, neste domingo, o comando conjunto das operações no Iraque anunciou que "30 terroristas" haviam sido mortos quando tentavam escapar pelo rio Tigre.

A campanha militar provocou uma severa crise humanitária, marcada pela fuga de quase meio milhão de civis, segundo as Nações Unidas, dos quais 700 mil seguem deslocados.

Apesar da vitória importante, a retomada de Mossul não marcará o fim da guerra contra o EI, que ainda controla várias zonas no Iraque, incluindo as cidades de Tal Afar (50 km a oeste de Mossul) e Hawija (cerca de 300 km ao norte de Bagdá) e zonas desérticas da província de Al-Anbar (oeste), bem como a região de Al-Qaïm, na fronteira com a Síria.

O grupo extremista ainda controla igualmente territórios no leste e no centro da Síria, apesar de ter perdido terreno desde 2015, e seu reduto de Raqa (norte) é cercado pelas forças apoiadas pelos Estados Unidos.


PUBLICIDADE

WEBTV

PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS